Abimaq Alerta: Retaliação aos EUA Piora Situação para Setor de Máquinas
Associação defende não aplicar lei de reciprocidade para evitar agravar crise comercial.

A Abimaq posicionou-se firmemente contra qualquer movimento de retaliação comercial do Brasil em relação aos Estados Unidos. A associação alertou que a adoção de medidas recíprocas, como a sobretaxa de produtos, poderia ter um efeito bumerangue, agravando a já delicada situação da indústria brasileira de máquinas e equipamentos.
João Carlos Marchesan, presidente-executivo da Abimaq, enfatizou a visão de que a reciprocidade, neste contexto, não seria benéfica. Ele expressou a preocupação de que tal ação poderia desencadear uma escalada de tensões comerciais, com potencial para impactar negativamente a balança comercial e o acesso a tecnologias e insumos essenciais.
A posição da Abimaq reflete o temor de que o Brasil se envolva em uma guerra comercial que o país não tem capacidade de sustentar. A indústria de máquinas e equipamentos depende significativamente de componentes importados e do acesso a mercados externos para suas exportações, tornando-a particularmente vulnerável a barreiras tarifárias.
O debate sobre a reciprocidade surge em um cenário de disputas comerciais internacionais, onde alguns setores no Brasil defendem a imposição de tarifas retaliatórias como forma de proteger a indústria nacional. Contudo, a Abimaq argumenta que essa abordagem pode isolar ainda mais a economia brasileira e prejudicar a competitividade.
A associação sugere que o governo brasileiro busque outras vias para resolver eventuais conflitos comerciais com os EUA, focando em diálogo diplomático e negociações. A prioridade, segundo a entidade, deve ser a manutenção de um ambiente comercial estável que favoreça o crescimento e a inovação no setor produtivo.
Fonte: Poder360
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