Ações de energia disparam com a liderança de Flávio no 1º turno


Candidato saiu na frente de Lula para o 2º turno e gerou otimismo no mercado de capitais
Flávio Bolsonaro (PL) durante discurso após o resultado do 1º turno das eleições Sérgio Lima - 4.out.2026 Eduardo Perry Leo Garfinkel de Brasília 5.out.2026 (segunda-feira) - 17h25 Priorize o Poder no Google As ações de empresas do setor de energia dispararam nesta 2ª feira (5.out.2026), no 1º pregão depois do 1º turno das eleições. Papéis de companhias como Cosan, Equatorial, Auren, Petrobras e elétricas registraram fortes altas depois de Flávio Bolsonaro (PL) terminar a votação à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula. Os 2 disputarão o 2º turno em 25 de outubro. A reação positiva não ficou restrita ao setor de energia. Por volta das 14h, o Ibovespa subia 8,29%, aos 208.050 pontos. Na máxima do dia, chegou aos 209.605 pontos, alta de 9,1%.
Agentes do mercado atribuem o movimento à expectativa de que uma eventual mudança de governo resulte em maior disciplina fiscal, controle de gastos e ambiente mais favorável ao investimento privado. A leitura é que uma trajetória mais equilibrada para as contas públicas abriria espaço para juros menores.
De acordo com o especialista em investimentos e fundador da AW Capital , Augusto Parente , o resultado reflete o movimento de investidores estrangeiros comprando empresas que possuem uma importância alta no Ibovespa, como o caso de Petrobras e Axia Energia.
“ As demais empresas são companhias que possuem um nível alto de alavancagem e, com o resultado do 1º turno, o cenário de juros no país ficou mais ameno, o que beneficia essas empresas que possuem uma dívida maior, já que com menos juros menor será a despesa financeira e melhor será o resultado “, afirmou ao Poder360 .
O programa de governo de Flávio dá maior destaque do que o de Lula para a atuação do setor privado em energia. O candidato pretende, caso eleito, aprofundar a abertura do mercado de gás natural iniciada no governo de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), com a Nova Lei do Gás de 2021.
Essa medida não é totalmente rejeitada por Lula, cujo Ministério de Minas e Energia tem atuado em consonância com a lei. A resistência à abertura de mercado, no entanto, tem encontrado respaldo em alguns setores do governo do atual presidente.
Sob a ótica do mercado, o candidato do PL também é visto como mais flexível em relação ao licenciamento ambiental. Essa é uma demanda do setor de petróleo e gás, cuja operação está sujeita a contrapartidas ambientais custosas.
Flávio defende, por exemplo, a exploração de gás não convencional por fraturamento hidráulico, ou “ fracking ”. A técnica é proibida em 2 Estados brasileiros e alguns municípios por questões ambientais. A falta de segurança jurídica para essa modalidade de produção de hidrocarbonetos também tem repelido investimentos mesmo onde a produção não é restrita. Sem um arcabouço legal específico, projetos estão sujeitos ao questionamento de ONGs e promotorias que questionam sua viabilidade ambiental.
O plano de Flávio não cita a Petrobras nominalmente nem apresenta proposta específica para privatizar a estatal, mas promete retomar o Programa Nacional de Desestatização e avaliar empresas caso a caso.
Para o setor elétrico e a transição energética, o candidato propõe modernizar e ampliar a rede de transmissão para integrar novas fontes renováveis, implantar sistemas de armazenamento com baterias de grande porte e consolidar o mercado regulado de carbono.
O programa também fala em transformar o Brasil em uma “ potência de biocombustíveis ”, ampliar o RenovaBio e incentivar biogás, biometano, diesel verde e combustível sustentável de aviação. Parte dessas diretrizes dá continuidade a políticas iniciadas ou ampliadas no governo Lula.
Eis o desempenho de algumas das principais ações ligadas ao setor na tarde desta 2ª feira. Os valores foram consultados entre 15h45 e 15h55:
Fonte: Poder360
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