Adolescente de 15 anos morre após idas à UPA por dor de dente
Família de Maria Luiza Abreu Estevam denuncia negligência médica após óbito por sepse e hemotórax.
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Uma adolescente de 15 anos, identificada como Maria Luiza Abreu Estevam, morreu em um hospital da rede pública, levantando suspeitas de negligência médica por parte da família. A jovem buscou atendimento por três vezes em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com queixas de dor de dente e, posteriormente, sintomas mais graves, antes de ser internada em estado crítico.
Maria Luiza foi inicialmente à UPA no sábado (8), queixando-se de dor de dente, sendo medicada e liberada. No dia seguinte, retornou à unidade com a mesma queixa e recebeu o mesmo tratamento. A piora de seu estado de saúde ocorreu na quarta-feira (12), quando a jovem voltou à UPA apresentando falta de ar, náuseas, dor de cabeça e sonolência, sintomas que a família já havia alertado serem incomuns para uma simples dor de dente, especialmente considerando que a adolescente tinha asma.
Diante da gravidade, Maria Luiza foi transferida para o Hospital da Criança, onde foi internada na UTI pediátrica. Infelizmente, ela não resistiu e faleceu na quinta-feira (13). O relatório do Serviço de Verificação de Óbito aponta sepse, uma infecção generalizada, como a causa principal, agravada por paradas cardiorrespiratórias.
Exames post-mortem revelaram a presença de rinovírus e influenza B, além de um hemotórax, com aproximadamente 300 mililitros de sangue acumulados no tórax. A família registrou um boletim de ocorrência, e a Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita, buscando esclarecer as circunstâncias do óbito e a adequação dos procedimentos médicos adotados.
Os pais de Maria Luiza expressam indignação e buscam justiça, questionando se a gravidade do quadro de saúde da filha foi subestimada ou tardiamente reconhecida. Eles alegam que os sintomas apresentados pela jovem indicavam um problema mais sério do que uma simples dor de dente, e que as reclamações não foram devidamente consideradas pelos profissionais da saúde.
Em resposta, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF) lamentou profundamente o falecimento da adolescente e manifestou solidariedade à família. A instituição informou que Maria Luiza recebeu atendimento, medicação e foi submetida a exames complementares e monitorização. O IgesDF reiterou que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários com responsabilidade e transparência.
A situação expõe a fragilidade no atendimento inicial em unidades de pronto atendimento, onde diagnósticos precisos e uma escuta atenta aos relatos dos pacientes e familiares são cruciais para evitar desfechos trágicos. A comunidade aguarda o resultado das investigações para que as responsabilidades sejam apuradas e medidas preventivas sejam implementadas.
Fonte: G1 DF
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