Adolfo Sachsida critica atraso na Margem Equatorial e liga a eleição
Ex-ministro de Bolsonaro acusa gestão atual de adiar projeto e sugere motivação eleitoral em recente anúncio.

Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia na gestão de Jair Bolsonaro, dirigiu fortes críticas ao governo atual, acusando-o de ter atrasado em quatro anos o desenvolvimento da Margem Equatorial. Durante sua participação em um seminário no Instituto Brasil-Israel, Sachsida declarou que a demora em avançar com a exploração de petróleo e gás na região é prejudicial ao futuro energético nacional.
Segundo o economista, a Margem Equatorial representa uma das mais promissoras fronteiras exploratórias do mundo, fundamental para a segurança energética e a independência econômica do Brasil. A paralisação ou lentidão na aprovação de licenças ambientais e na execução de projetos é vista por ele como um erro estratégico que compromete a capacidade produtiva e exportadora do país.
Sachsida também apontou que o recente anúncio de intenções ou avanços relativos à Margem Equatorial pode estar strategicamente ligado ao calendário político. Ele sugeriu que a proximidade das eleições municipais teria motivado o governo a reaquecer o debate sobre o tema, numa tentativa de capitalizar politicamente o potencial energético da região.
A gestão de Bolsonaro, período em que Sachsida atuou como ministro, também enfrentou desafios e críticas relacionadas à pauta ambiental e ao setor de energia. No entanto, o ex-ministro defende que sua administração buscou equilibrar o desenvolvimento econômico com a sustentabilidade, pautando-se na soberania energética brasileira.
A Margem Equatorial, localizada na costa norte do Brasil, abrange áreas com potencial geológico similar ao da Guiana, onde grandes descobertas de petróleo e gás impulsionaram a economia local. A exploração na região tem sido alvo de intenso debate, envolvendo questões ambientais, licenças do Ibama e pressões de setores da sociedade civil.
O ex-ministro reiterou a importância de o país ter uma política energética clara e despolitizada, que priorize o interesse nacional de longo prazo. Para Sachsida, o potencial da Margem Equatorial não pode ser ignorado ou postergado por interesses ideológicos ou eleitoreiros, sob pena de o Brasil perder uma janela de oportunidade crucial no cenário energético global.
Ele enfatizou a urgência de retomar os projetos com celeridade e responsabilidade, assegurando que o Brasil possa aproveitar plenamente seus recursos naturais para impulsionar o crescimento econômico e fortalecer sua posição como player relevante no mercado internacional de energia.
Ao final de sua fala, Adolfo Sachsida reforçou que a exploração da Margem Equatorial é um imperativo nacional, destacando que os benefícios para a sociedade brasileira, em termos de arrecadação, geração de empregos e desenvolvimento tecnológico, superam os riscos, desde que as operações sejam conduzidas com os mais altos padrões de segurança e respeito ambiental.
Fonte: Poder360
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