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Alckmin diz que não há prova sobre Vorcaro e filme de Lula

Redação Cerrado em Foco•
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Alckmin diz que não há prova sobre Vorcaro e filme de Lula
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Vice-presidente defendeu a investigação de áudio publicado pela revista “Veja”, apesar da “absoluta falta de prova”

“A minha opinião, que é a opinião do presidente Lula: investigue-se”, disse o vice-presidente Geraldo Alckmin (na foto) Sérgio Lima/Poder360 - 21.nov.2025 PODER360 9.out.2026 (sexta-feira) - 19h08 Priorize o Poder no Google Geraldo Alckmin (PSB) disse, nesta 6ª feira (9.out.2026), que tanto ele quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendem a investigação do áudio publicado pela revista Veja , em que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, afirma ter financiado um filme sobre o petista. O vice-presidente também falou em “ absoluta falta de prova ” depois da Procuradoria Geral da República, da Polícia Federal e dos advogados do empresário não reconhecerem depoimento com o teor relatado .

A declaração foi feita em entrevista à jornalista Joana Treptow, na rede TMC .

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“ A minha opinião, que é a opinião do presidente Lula: investigue-se. Agora, neste caso, por que a Procuradoria Geral recusou a delação? Essa delação foi recusada por absoluta falta de prova. Então, já foi recusada por absoluta falta de prova. Agora, independente desse caso, sempre a regra é: na República, ninguém está acima da lei ”.

Segundo a Veja , o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou em proposta de delação apresentada à Procuradoria Geral da República que pagou R$ 30 milhões ao Instituto Lula para ajudar a financiar um filme do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em troca, de acordo com a reportagem, o ex-banqueiro tentou acessar fundos de pensão controlados por petistas. O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto intermediou as negociações. As informações foram publicadas nesta 6ª feira (9.out) e são do jornalista Robson Bonin.

Conforme a reportagem, a PGR não avançou com a proposta de Vorcaro. A revista Veja afirma que a Procuradoria alegou que não havia provas, já que os pagamentos ao Instituto Lula foram feitos em dinheiro vivo.

A PGR afirmou em nota que as negociações para uma colaboração de Vorcaro “foram sempre mediadas por advogados contratados pelo investigado” e que não houve “depoimento oral” ou “qualquer interlocução direta” do empresário com representantes da Procuradoria (leia a íntegra mais abaixo).

Em nota, a campanha de Lula se manifestou nesta 6ª feira (9.out). Disse ser “estarrecedor” que a revista publique uma reportagem com “acusações gravíssimas sem apresentar uma única prova”. Chamou o texto de “irresponsável” (leia a íntegra mais abaixo).

De acordo com a Veja , Vorcaro afirmou à PGR que, para que ele tivesse seu credenciamento aprovado junto aos fundos de pensão do Banco do Brasil, Caixa Asset e Previ, deveria fazer um pagamento em dinheiro de “aproximadamente R$ 30 milhões para cobrir despesas de um documentário no exterior que estava sendo gravado sobre o Lula, e pagamento de valores ao Instituto Lula”.

A reportagem afirma que, segundo o fundador do Master, Vaccari exigiu uma taxa de 10% de tudo o que o Master captasse junto aos fundos. A expectativa era que, se a operação desse certo, o PT conseguiria R$ 1 bilhão e o então banqueiro, R$ 9 bilhões.

A Veja também divulgou um áudio que atribui a Vorcaro. Uma voz masculina afirma que houve um adiantamento feito por Augusto Lima para Paulo Okamotto, do Instituto Lula, e que o pagamento foi “errado”.

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“O filme do Lula eu coloquei acho que até mais, só que o do Lula foi por fora. Do Lula foi errado. Do Flávio [Bolsonaro] não foi porque ele pediu patrocínio” , diz a voz atribuída pela revista ao fundador do Master.

O áudio é apresentado como um arquivo obtido pela Veja . A revista, contudo, não dá detalhes sobre a data em que o áudio foi produzido, as circunstâncias em que a gravação foi feita nem se havia sido autorizada pelo fundador do Master.

Okamotto negou ter recebido dinheiro (leia a íntegra mais abaixo).

“Em relação ao documentário ‘Lula’, de Oliver Stone, é uma iniciativa exclusiva do próprio Oliver Stone, e não do Instituto Lula. O Instituto Lula e eu nunca estivemos envolvidos na produção e na captação de recursos. Nunca recebemos recursos para a realização do filme”, declarou.

A defesa de Augusto Lima chamou as informações da reportagem de “narrativa falsa” e afirmou que são “baseadas em relatos mentirosos, falsos e delirantes, supostamente apresentados em uma proposta de delação recusada pelas autoridades” (leia a íntegra mais abaixo).

Mensagens extraídas do celular de Vorcaro mostram que há uma menção ao cineasta em um diálogo entre o fundador do Master e o advogado Walfrido Warde.

Em 29 de outubro de 2022, Warde, que foi um dos entrevistados para o documentário, enviou 3 imagens a Vorcaro e a seguinte mensagem: “Filme do Oliver Stone” . O fundador do Master respondeu: “Toppp” .

As imagens são fotos de Walfrido concedendo uma entrevista para o filme.

O Poder360 procurou a defesa de Vorcaro para perguntar se gostaria de se manifestar. Os advogados do fundador do Master disseram que não integravam sua banca quando as propostas de delação foram apresentadas e que ele não prestou novos depoimentos à Polícia Federal sobre o conteúdo da reportagem.

O Poder360 também procurou João Vaccari Neto. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

“É estarrecedor que, a duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais, a revista Veja estampe em sua capa acusações gravíssimas sem apresentar uma única prova. A reportagem é uma peça eleitoral irresponsável baseada em outra peça eleitoral: o suposto depoimento de Daniel Vorcaro, construído sobre acusações sem comprovação, com o evidente propósito de tumultuar o processo eleitoral e favorecer o adversário. Esse depoimento não existe, não há registro dele na Polícia Federal. Não há registro de de

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Fonte: Poder360

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