Alerta Médico: Riscos de 'Tratamentos Milagrosos' para Queda de Cabelo
Morte de professora em Ceilândia acende sinal de alerta sobre procedimentos sem embasamento científico e profissionais não credenciados.
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A morte de uma professora de 50 anos, Lidiane Gomes, após receber uma injeção para queda de cabelo em um salão de beleza na Ceilândia, trouxe à tona os sérios riscos associados a tratamentos capilares oferecidos por pessoas sem qualificação e sem o devido registro profissional. O incidente, que ocorreu em setembro, é investigado pela Polícia Civil, que aguarda laudos para determinar a causa exata da morte e analisar as substâncias aplicadas.
Lidiane passou mal poucas horas após o procedimento. O delegado Petter Ranquetat, responsável pelo caso, considera a possibilidade de uma reação adversa ao produto injetado. A suposta profissional que realizou a aplicação, Valéria Rodrigues de Sousa, não possui registro no Conselho Federal de Biomedicina (CFBM), e o estabelecimento operava sem licença sanitária, conforme informações da Secretaria de Saúde.
Diante de casos como este, o médico tricologista Luciano Barsanti, presidente da Sociedade Brasileira de Tricologia, faz um alerta veemente. Ele destaca que a desinformação disseminada nas redes sociais atrai pacientes vulneráveis, que buscam soluções rápidas para a perda capilar sem antes investigar a causa subjacente do problema. Segundo Barsanti, a queda de cabelo é uma queixa comum com múltiplas origens, que exige um diagnóstico preciso antes de qualquer intervenção.
O especialista desmistifica a ideia de que a suplementação de vitaminas seja um tratamento universal. Vitaminas e sais minerais só devem ser prescritos se exames laboratoriais comprovarem deficiência. O uso indiscriminado, especialmente em casos como a calvície genética, não apenas é ineficaz, mas pode ser prejudicial, com o excesso de certas substâncias, como o ferro, podendo até levar à morte. A máxima “se não fizer bem, mal não fará” é, de acordo com o médico, uma falácia perigosa.
Barsanti também critica procedimentos invasivos como o uso de plasma rico em plaquetas (PRP) para crescimento capilar, alertando que muitas dessas “pseudotecnologias” são impulsionadas por interesses puramente comerciais e carecem de validação científica para essa finalidade. A Sociedade Brasileira de Tricologia recebe denúncias frequentes sobre práticas questionáveis.
Para quem sofre com a queda de cabelo, a recomendação é buscar um médico tricologista qualificado. É crucial verificar o registro profissional e pesquisar referências que vão além do que é divulgado em plataformas online. A saúde capilar exige uma abordagem séria e baseada em evidências, afastando-se das promessas de curas milagrosas.
Fonte: G1 DF
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