América Latina registra melhora no clima econômico, aponta FGV
Estudo da Fundação Getulio Vargas revela otimismo na região no segundo trimestre, com Brasil e Paraguai impulsionando o resultado.

O Clima Econômico da América Latina (ICE) apresentou uma elevação considerável no segundo trimestre de 2024, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador subiu de 73,0 para 83,7 pontos, marcando uma recuperação após três trimestres consecutivos de declínio. Apesar do avanço trimestral, a média dos últimos 12 meses manteve-se em 83,0 pontos, sugerindo uma estabilização após o período de desaceleração.
Este estudo, fruto de uma parceria entre a FGV e o Instituto ifo da Alemanha, reflete a percepção de especialistas sobre a situação econômica atual e as expectativas futuras para a região. A metodologia é padronizada para permitir comparações globais e é baseada em análises trimestrais realizadas em mais de 120 países.
O principal motor para essa melhora veio da percepção sobre a Situação Econômica Atual (ISA), que avançou de 63,4 para 73,5 pontos. Embora as expectativas (IE) também tenham crescido, a um ritmo mais modesto, de 83,0 para 94,5 pontos, a avaliação do momento presente foi crucial para o índice geral. Ambos os subindicadores agora se encontram acima da média de 80 pontos, que historicamente separa avaliações favoráveis de desfavoráveis.
Entre os países analisados, o Brasil destacou-se com um salto de 26,2 pontos no seu ICE, contribuindo significativamente para o desempenho regional. O Paraguai também apresentou um notável crescimento, adicionando 26,6 pontos ao seu índice. Em contrapartida, a Argentina e o Uruguai foram os únicos países a registrar queda no período, enquanto México e Colômbia mantiveram seus indicadores praticamente estáveis.
A melhora generalizada no clima econômico da América Latina, excluindo os casos de Argentina e Uruguai, pode ser atribuída a fatores como a desaceleração da inflação e a redução das taxas de juros em algumas nações. Essas condições propiciam um ambiente mais estável para investimentos e consumo, estimulando a confiança dos agentes econômicos na região.
No panorama global, o indicador de clima econômico mundial também registrou um leve aumento no segundo trimestre, subindo de 92,5 para 93,5 pontos. A recuperação na América Latina e na Ásia desempenhou um papel fundamental para esse avanço. A Europa, entretanto, mostrou um comportamento mais heterogêneo, com o clima econômico registrando uma queda nos países da União Europeia, contrastando com a melhora observada na região como um todo.
As previsões para o futuro próximo apontam para a continuidade da tendência de melhora, embora com ressalvas. A estabilização dos preços e a gestão fiscal responsável serão cruciais para manter o ímpeto positivo. A Fundação Getulio Vargas continuará monitorando de perto esses desenvolvimentos para fornecer insights valiosos sobre a trajetória econômica da América Latina.
Fonte: Poder360
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