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Economia

Ao citar endividamento, Messias diz que Bolsonaro não cuidou das famílias

Redação Cerrado em Foco•
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Ao citar endividamento, Messias diz que Bolsonaro não cuidou das famílias
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Advogado-geral da União afirma que governo anterior não cuidou “bem” dos brasileiros e defende Desenrola 3.0, anunciado por Lula

Sabatina de Jorge Messias (foto) na CCJ do Senado ainda não foi marcada Sérgio Lima/Poder360 - 22.out.2025 PODER360 12.out.2026 (segunda-feira) - 14h59 Priorize o Poder no Google O advogado-geral da União, Jorge Messias, atribuiu o endividamento das famílias brasileiras à pandemia de covid-19 e à atuação do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em vídeo publicado no X (antigo Twitter), afirmou que a gestão anterior não deu assistência adequada à população e defendeu o Desenrola 3.0, programa de renegociação de dívidas anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“ Muitas famílias tiveram que contrair dívidas por conta da pandemia. Perderam renda, perderam o trabalho e o governo anterior não cuidou bem das famílias brasileiras ”, declarou Messias.

O Desenrola 3.0 foi anunciado em 25 de setembro, 9 dias antes do 1º turno das eleições. O programa determina que o governo compre dívidas de pessoas físicas com atraso de 2 a 4 anos e meio por meio de leilões com instituições financeiras. A estimativa é que os débitos elegíveis somem R$ 300 bilhões, dos quais o governo pretende renegociar R$ 150 bilhões, com descontos de 90%. O custo estimado da medida é de R$ 15 bilhões.

O endividamento das famílias se tornou um dos temas da disputa presidencial. O candidato do PL, Flávio Bolsonaro , responsabiliza Lula pela situação financeira dos brasileiros e afirma que o aumento dos gastos públicos pressiona a inflação e mantém os juros elevados. O senador promete reduzir as despesas do governo e a carga tributária para diminuir o custo do crédito. Já Lula busca associar o Desenrola 3.0 ao compromisso de sua gestão com a recuperação financeira das famílias.

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Ao fim do vídeo, Jorge Messias pediu votos para Lula no 2º turno das eleições, marcado para 25 de outubro.

O endividamento das famílias brasileiras atingiu o recorde de 82% em julho de 2026, segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Foi o maior percentual da série histórica, iniciada em 2015. Naquele mês, 29,8% das famílias tinham contas em atraso. O levantamento considera dívidas com cartão de crédito, cheque especial, empréstimos e financiamentos, entre outras modalidades.

Em setembro, o percentual de famílias endividadas recuou para 81,7%, o menor nível desde junho. Apesar da queda, o tempo médio de atraso no pagamento das contas aumentou para 65,3 dias, maior patamar desde novembro de 2024. Segundo a CNC, 17,3% das famílias se consideravam muito endividadas e 19,4% tinham mais da metade da renda comprometida com dívidas.

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Fonte: Poder360

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