Augusto Cury é 22


Augusto Cury anuncia apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno após acordo de compromissos para o Brasil
Terceiro colocado na disputa presidencial, escritor recebeu mais de 3,4 milhões de votos e decidiu apoiar o senador do PL após uma conversa por videochamada e a assinatura de compromissos envolvendo educação, saúde, economia e pacificação nacional.
A disputa presidencial ganhou uma nova movimentação política nesta quinta-feira (8). O escritor e ex-candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) decidiu declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro, quando enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão foi divulgada pelo jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, e confirmada em reportagens do Poder360 e da Folha de S.Paulo. Segundo as publicações, Cury e Flávio conversaram por videochamada nesta quinta-feira, ocasião em que o escritor apresentou uma série de compromissos políticos que foram aceitos pelo candidato do PL.
O anúncio chama atenção pela mudança de posicionamento de Augusto Cury nos dias seguintes ao primeiro turno.
No domingo (4), depois de terminar a disputa presidencial em terceiro lugar, o escritor havia declarado que não pretendia manifestar apoio imediato a nenhum dos dois candidatos. Chegou, inclusive, a sinalizar que poderia deixar a vida político-partidária.
Em suas manifestações, Cury defendeu a superação da polarização e pediu que o próximo presidente considerasse propostas apresentadas pelos candidatos derrotados.
Entretanto, as conversas políticas prosseguiram e culminaram no entendimento anunciado nesta quinta-feira.
De acordo com a Folha de S.Paulo, a conversa entre Augusto Cury e Flávio Bolsonaro durou mais de uma hora. Mesmo estando fora do Brasil, o escritor apresentou uma carta com compromissos políticos, que foi aceita e assinada pelo senador.
Segundo a reportagem, o entendimento não envolveu negociação de cargos ou vantagens pessoais. Cury também deverá divulgar um vídeo para explicar publicamente sua decisão.
Mais de 3,4 milhões de votos colocam Cury no centro das articulações
Resultado nacional de 4 de outubro de 2026, conforme dados do TSE reproduzidos pelo Poder360.
A votação obtida por Augusto Cury explica o interesse em torno de seu posicionamento no segundo turno.
O escritor conquistou um eleitorado expressivo com uma campanha marcada por propostas para a educação, críticas à polarização e defesa de mudanças na administração pública.
A adesão representa a incorporação de uma liderança que disputou a Presidência com candidatura própria. Entretanto, os 3,4 milhões de votos recebidos por Cury não podem ser considerados automaticamente transferidos a Flávio Bolsonaro. Cada eleitor decidirá individualmente seu voto no segundo turno.
A decisão anunciada nesta quinta-feira também tem antecedentes.
Em 10 de setembro, durante um evento promovido pela Genial Investimentos, em São Paulo, Augusto Cury afirmou que não apoiaria Lula em um eventual segundo turno.
Na ocasião, entretanto, o escritor também apresentou condições para uma aproximação com Flávio Bolsonaro. Entre elas estavam esclarecimentos sobre o financiamento do filme Dark Horse, relacionado à trajetória de Jair Bolsonaro, e compromissos formais com propostas de seu programa de governo.
O acordo anunciado agora contempla a exigência de compromissos programáticos por escrito. As reportagens consultadas, porém, não esclarecem se todas as questões levantadas por Cury em setembro, especialmente aquelas relacionadas ao filme, foram consideradas satisfatoriamente respondidas.
Apoio ocorre em meio à reorganização das alianças presidenciais
A manifestação de Augusto Cury acontece em uma semana de intensa movimentação partidária.
Flávio Bolsonaro também recebeu declarações de apoio de outros antigos concorrentes, entre eles Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Clariana Barão (DC), segundo levantamento da Folha de S.Paulo.
Nesta quinta-feira, o Podemos oficializou sua adesão à candidatura do senador, juntando-se a União Brasil, Progressistas, Republicanos e Novo.
Essas articulações ampliam a composição política da campanha de Flávio, enquanto Lula também busca reunir partidos, lideranças e eleitores que não votaram nele no primeiro turno.
O apoio de Augusto Cury acrescenta um elemento à disputa presidencial: a possibilidade de incorporação de propostas de um candidato que construiu sua campanha defendendo alternativas à polarização entre Lula e o bolsonarismo.
O acordo firmado nesta quinta-feira deverá ser acompanhado tanto pelas declarações públicas dos envolvidos quanto pelo conteúdo da carta de compromissos e pelas manifestações futuras do escritor.
A eleição de 25 de outubro definirá não apenas o próximo presidente da República, mas também quais compromissos apresentados durante a campanha poderão integrar o programa do governo eleito.
A decisão de Cury, portanto, passa a fazer parte do processo de reorganização das forças políticas após o primeiro turno, sem que seja possível antecipar seu efeito sobre o resultado das urnas.
Fonte: Opinião Brasília
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