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Bancada 100% 'feminina, e não feminista' vai representar o DF no Senado; veja perfis

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Bancada 100% 'feminina, e não feminista' vai representar o DF no Senado; veja perfis
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Bancada 100% 'feminina, e não feminista' vai representar o DF no Senado; veja perfis A partir de 2027, o Distrito Federal será a primeira unidade da Federação a ser totalmente representada por mulheres no Senado. Eleitas no último fim de semana, as novas senadoras Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) tomam posse em fevereiro – e se juntam na bancada à senadora Damares Alves (Republicanos), eleita em 2022 e com mandato até 2031. ➡️O DF é, atualmente, governado por uma mulher. Celina Leão (PP) era vice e assumiu o governo em março, com a renúncia de Ibaneis Rocha (MDB). Ela disputa o segundo turno contra Leandro Grass (PT) – a votação será no dia 25. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp. A presença de mulheres na nominata fez parte da estratégia de campanha de Bia e Michelle – e de Celina Leão, aliada de ambas. Celina afirmou "querer muito ter duas mulheres no Senado". Um desejo, aliás, que não excluía as outros nomes competitivos fortes na disputa na capital. Leila do Vôlei (PDT) teve 21,25% e Erika Kokay (PT), 18,91% dos votos – ficaram em 3º e 4º na disputa pelas duas vagas. Para a cientista política e professora da Universidade de Brasília (UnB) Flávia Biroli, uma contradição chama atenção: nenhuma mulher foi eleita para as oito vagas do DF na Câmara dos Deputados. "A eleição do DF para o Senado acabou não sendo a regra, está mais para a exceção. Na Câmara, embora tenha a maior bancada, o PL está abaixo do PT no número de mulheres", compara. Damares Alves, Bia Kicis e Michelle Bolsonaro, em evento de campanha no DF Instagram/Reprodução Representação Por um lado, a bancada 100% feminina é uma conquista para a representação feminina na política. Por outro, as mulheres que vão integrar essa bancada se notabilizaram por criticar movimentos feministas – e, vez ou outra, por votar contra projetos que beneficiavam mulheres. Em 2023, como deputada federal, Bia Kicis foi uma das 10 parlamentares que votaram contra o projeto de lei que tenta assegurar a igualdade salarial entre homens e mulheres. Na ocasião, a parlamentar afirmou que a igualdade já era prevista na CLT e que era contra "impor multa pesada a quem emprega mulheres e homens". Estreante em mandatos eletivos, Michelle Bolsonaro chefiou o PL Mulher por três anos, sempre com a meta de ampliar a participação das mulheres no partido. Em discursos a filiadas, a ex-primeira-dama chegou a falar que apoiava uma política “feminina, não feminista". Disse, também, ser u ma mulher "ajudadora do esposo". E defendeu uma "submissão saudável". "Não estamos aqui para demonizar a figura masculina. Quem faz isso, com muita propriedade, são as feministas, as parlamentares de esquerda, do PT, do PSOL”, afirmou na ocasião. Michelle disse ainda, em outro discurso, que iria orar para que essas mulheres se convertessem. Para Biroli, o resultado do primeiro turno está ligado mais à projeção das candidaturas de direita e extrema-direita que ao avanço da pauta de representatividade. Qual será o perfil do Senado em 2027? "Me parece que há uma retórica conservadora que coloca a família no centro das preocupações, associadas à defesa de uma ordem social e política conservadora. Na conjuntura eleitoral, isso se associa ao antipetismo e à crítica ao STF. No caso de direitos das mulheres, especificamente, elas representam mulheres 'empoderadas'. São poderosas, sem dúvida, e nesse sentido oferecem imagens de mulheres fortalecidas. Mas não se posicionam em favor de direitos individuais das mulheres ou do fortalecimento de políticas públicas e responsabilidade estatal para com as mulheres", afirma. A cientista política ressalta que é importante diferenciar a ampla participação das mulheres com as bandeiras que as candidatas defendem. "Isso não significa invalidar a importância de se eleger pessoas dos mais diferentes grupos sociais, da forma mais próxima possível da composição da população", complementa. Se, por um lado, as eleições podem identificar um eleitorado mais conservador, que tende a apoiar mulheres que expressam esses ideais. Por outro, os motivos para esse voto podem se misturar com aspectos comuns a outras características da extrema-direita, como o antipetismo e críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ela destaca ainda que os efeitos de mais mulheres eleitas varia "porque nesse grupo há pessoas com visões de mundo e interesses distintos e mesmo opostos". A deputada distritial Bia Kicis e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro Zack Stencil/PL O que dizem as parlamentares? É essa pluralidade que aparece na fala de Bia Kicis. Procurada pelo g1, a deputada afirma que as críticas ao feminismo diz respeito a "ideias que não concorda" – e que defender as mulheres "não exige adesão a uma corrente ideológica". "Defender os direitos das mulheres não exige adesão a uma corrente ideológica. As mulheres têm opiniões, valores e prioridades diferentes, e essa diversidade também precisa ser respeitada. Meu compromisso é trabalhar por todas, com atenção à segurança, à saúde e às oportunidades, para que cada mulher tenha liberdade para escolher seu caminho e condições para seguir em frente", afirmou. O g1 tentou ouvir Michelle Bolsonaro (PL), Leila do Vôlei (PDT) e Erika Kokay (PT) sobre o resultado das eleições para o Senado, mas não recebeu retorno. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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Fonte: G1 DF

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