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Saúde

Bancários da Caixa contestam ação do banco no TST e defendem greve

Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro pede revisão de decisão judicial sobre paralisação.

Redação Cerrado em Foco•
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Bancários da Caixa contestam ação do banco no TST e defendem greve
Bancários da Caixa contestam ação do banco no TST e defendem greve - imagem 2

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) protocolou no sábado (26.set.2026) junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) sua contestação ao dissídio coletivo instaurado pela Caixa Econômica Federal. O processo foi aberto pela Caixa devido à greve dos funcionários do banco, iniciada em 10 de setembro.

A Contraf-CUT argumenta pela legitimidade da paralisação e solicita a reavaliação da decisão liminar que impõe a manutenção de 60% dos empregados em atividade durante a greve. Além disso, a entidade questiona pontos levantados pela Caixa referentes ao plano de saúde Saúde Caixa e à Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

A Caixa acionou o TST em 24 de setembro, requerendo a declaração de abusividade da greve, a exigência de 80% dos funcionários em serviço e a aplicação de multa diária de, no mínimo, R$ 100 mil para cada entidade sindical que desrespeitasse a determinação. O banco também solicitou que o tribunal estabelecesse as diretrizes para o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Antes de ouvir as entidades sindicais, o ministro relator Maurício Godinho Delgado concedeu liminarmente a manutenção de 60% dos trabalhadores em cada agência, com multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento. O ministro também manteve provisoriamente as cláusulas do ACT de 2024 a 2026 até o julgamento do dissídio e negou o pedido da Caixa para proibir manifestações sindicais em frente às unidades, alegando falta de provas de excessos.

A confederação defende a revisão da exigência de 60% de manutenção das atividades, citando que a atividade bancária não é classificada como serviço essencial pela Lei de Greve, com exceção da compensação bancária. O plano de saúde Saúde Caixa é um dos principais pontos de impasse.

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Segundo a Contraf-CUT, durante as negociações, a Caixa chegou a propor elevar sua contribuição para o custeio do Saúde Caixa para 9% da folha a partir de 2027. No entanto, no pedido ao TST, o banco manteve o limite de 6,5%. A entidade aponta que a proposta judicial mantém os aumentos previstos para os usuários, como a elevação da contribuição do titular de 3,5% para 3,7% da remuneração e do teto mensal familiar de 7% para 9%. A Contraf-CUT propõe que o custeio seja dividido em 70% para a Caixa e 30% para os usuários, com o fim do teto de 6,5% da folha e sem reajuste das mensalidades. A confederação também contesta a possibilidade de o banco alterar unilateralmente o custeio ou transferir a administração do plano.

Outras reivindicações da Contraf-CUT incluem o abono ou compensação dos dias de paralisação, sem desconto salarial. A entidade também pede garantia de emprego aos participantes da greve, impedindo que a adesão ao movimento afete avaliações de desempenho, promoções, PLR ou remuneração variável. A confederação busca ainda evitar descomissionamentos, transferências ou mudanças de lotação motivadas pela participação na greve.

A Contraf-CUT informou que foram realizadas 13 rodadas de negociação e uma mediação com o Ministério Público do Trabalho antes da greve, que começou após a rejeição das propostas da Caixa. A última proposta, de 17 de setembro, foi rejeitada por 102 bases e aprovada por 30, conforme a entidade. O processo segue sob relatoria de Maurício Godinho Delgado, e a Contraf-CUT reitera sua disposição para continuar negociando.

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Fonte: Poder360

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