Bancários em paralisação nacional de 24h por valorização salarial
Categoria reivindica aumento real, melhoria de benefícios e PLR, após lucros expressivos do setor financeiro em 2025.
Bancários de diversas instituições, tanto públicas quanto privadas, aderiram a uma paralisação nacional de 24 horas nesta quinta-feira. A iniciativa, organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), visa intensificar a pressão sobre os bancos para que apresentem propostas concretas e satisfatórias nas negociações coletivas. A categoria defende a necessidade de um reajuste salarial justo, valorização dos pisos e melhoria dos vales refeição e alimentação.
Entre as principais reivindicações, está também a busca por uma participação nos lucros e resultados (PLR) mais significativa, além da criação de um piso salarial específico para os profissionais de tecnologia da informação (TI) que atuam no setor. A paralisação ocorre em um contexto de lucros recordes divulgados pelos bancos em 2025, o que, para os trabalhadores, justifica a demanda por uma maior parcela desses ganhos.
A coordenadora do Comando Nacional e presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, enfatizou a importância da mobilização. Segundo ela, a paralisação é fundamental para forçar os banqueiros a formularem uma oferta mais adequada na iminente mesa de negociação. A categoria se mantém firme em não aceitar propostas que não contemplem a valorização dos trabalhadores, responsáveis, conforme apontado, pelos expressivos resultados financeiros do setor.
A Contraf ressalta que, até o momento, as instituições bancárias não apresentaram nenhuma proposta de índice de reajuste salarial, gerando insatisfação e motivando a ação sindical. Uma nova rodada de negociações entre as partes já está agendada para a próxima segunda-feira, dia 24 de junho, momento aguardado com expectativa por ambos os lados.
Dados da confederação indicam que o setor bancário alcançou um patrimônio líquido de R$ 1,2 trilhão em 2025, com um lucro anual médio por empregado estimado em R$ 438 mil. A entidade também compara o percentual de PLR distribuído atualmente (média de 5,9% em 2025) com o praticado em 1995, quando chegava a 14% nos bancos privados, evidenciando uma diminuição na participação dos trabalhadores nos resultados.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), representando as instituições financeiras, foi contatada para comentar a situação, mas não emitiu pronunciamento oficial até o fechamento desta matéria. A expectativa é que as negociações da próxima semana avancem na busca por um consenso que atenda às demandas dos trabalhadores e garanta a continuidade dos serviços bancários sem novas interrupções.
Fonte: Agência Brasil - Geral
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