Bap diz ser “muito raso” achar que “canetada” acabará com bets


Presidente do Flamengo disse ao Poder360 que eventual restrição não impediria apostas e poderia levar apostadores ao mercado ilegal
--> copiar link --> Dirigente também afirmou que uma eventual restrição às bets pode provocar um “efeito dominó” nos clubes Bruno Gaudêncio/Poder360 - 11.nov.2025 Mariana Aquino de Brasília 25.set.2026 (sexta-feira) - 18h32 Priorize o Poder no Google O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista , o Bap, disse nesta 6ª feira (25.set.2026) considerar “muito raso” acreditar que uma “canetada” possa acabar com as apostas no Brasil . Segundo o dirigente, uma eventual restrição ao mercado legal não eliminaria a atividade e poderia ampliar a procura por plataformas clandestinas.
“Você achar que com uma canetada você vai acabar com o jogo no Brasil, isso é muito raso. Não vai acabar. Então, você não vai atacar o problema dessa forma. Você, no primeiro momento, na minha opinião, vai agravar isso” , afirmou ao editor sênior Paulo Silva Pinto em entrevista ao Poder360.
Bap afirmou que o debate sobre problemas relacionados às apostas deve ser feito no Congresso. Segundo ele, os clubes devem cumprir as regras estabelecidas pela legislação, mas uma mudança abrupta nas normas provocaria insegurança jurídica e teria impacto financeiro no futebol.
O dirigente também disse não acreditar que a proibição faça com que os apostadores deixem de jogar. Para Bap, plataformas ilegais continuariam acessíveis pela internet, principalmente para pessoas que apostam com maior frequência.
“Você acreditar que porque você proíbe, você elimina o mal, não elimina. Ainda mais com plataformas digitais hoje em dia, onde você pode, com o telefone celular na sua mão, se logar em qualquer novo site ilegal de apostas” , declarou.
Bap estima que o Flamengo tenha cerca de R$ 400 milhões em receitas direta ou indiretamente relacionadas às casas de apostas. O cálculo inclui, além do patrocínio estampado na camisa, placas de publicidade e recursos vinculados aos campeonatos disputados pelo clube.
Segundo o dirigente, uma retirada repentina desse dinheiro também aumentaria a quantidade de propriedades de marketing disponíveis no futebol, como espaços em camisas e placas, pressionando para baixo o valor desses ativos. Ele afirmou considerar “impossível”, nos níveis atuais, substituir integralmente essas receitas no curto prazo.
Bap disse ainda que uma eventual perda das receitas teria efeitos sobre diferentes áreas do Flamengo. Segundo ele, seriam necessários ajustes no futebol masculino e feminino, nos esportes olímpicos, no quadro de funcionários, nas despesas e em contratos já firmados.
“Vai haver um efeito dominó nisso, sem sombra de dúvida” , afirmou.
Fonte: Poder360
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