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BNDES e governo do RJ assinam memorando para expandir linhas do metrô

Redação Cerrado em Foco•
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BNDES e governo do RJ assinam memorando para expandir linhas do metrô
BNDES e governo do RJ assinam memorando para expandir linhas do metrô - imagem 2

O memorando também prevê medidas institucionais complementares, como o avanço da governança metropolitana e a integração tarifária

Plataforma de embarque da estação Central do Metrô Rio, no centro da cidade Reprodução/Agência Brasil PODER360 5.out.2026 (segunda-feira) - 6h45 Priorize o Poder no Google O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o governo do Rio de Janeiro assinaram um Memorando de Entendimentos com o objetivo de coordenar a estruturação dos projetos de mobilidade urbana da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, identificados pelo ENMU (Estudo Nacional de Mobilidade Urbana). A assinatura foi realizada no Palácio Guanabara, sede do governo fluminense, em 25 de setembro.

Conforme define o memorando, o BNDES fará a estruturação da expansão do sistema metroferroviário, compreendendo:

Para cada uma delas, serão desenvolvidos os estudos previstos no âmbito do Novo PAC (Novo Programa de Aceleração do Crescimento).

No caso da Linha 3, o trabalho será em parceria com a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Serão aproveitados os estudos produzidos pelo Coppe/UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia), no âmbito do Projeto Prisma, que já incluem um diagnóstico técnico-operacional e urbanístico.

O memorando também prevê medidas institucionais complementares, como o avanço da governança metropolitana e a integração tarifária, com participação do IRM (Instituto Rio Metrópole), autarquia vinculada ao governo estadual que atua no planejamento e na execução de políticas públicas na região metropolitana.

“ Os projetos incluídos nesse memorando de entendimentos são projetos que o BNDES já vem estudando. Eles estão incluídos no Estudo Nacional de Mobilidade Urbana. E agora nós vamos começar a desenvolver as fases iniciais desses projetos “, disse o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa. “ Vamos ver o que precisa ser atualizado e deixar tudo preparado para que o próximo governo, se assim desejar, comece a realizar esses projetos “, acrescentou.

O governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, destacou que os projetos contribuem para uma maior integração da região metropolitana. “ Com esse acordo, serão entregues estudos já bem delineados para o próximo governante. São projetos que incorporam uma visão econômica muito adequada para o Rio de Janeiro. Consideramos que o estudo de mobilidade urbana liderado pelo BNDES oferece o contorno mais adequado para o estado. E quando o estado aproveita um estudo feito por um banco de desenvolvimento, há também uma economia. O estado não precisa contratar outro ator para a realização desse tipo de estudo “, afirmou

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Além de Nelson Barbosa e Ricardo Couto, o memorando foi assinado por Glaydston Mattos Ribeiro, professor da UFRJ e pesquisador da Coppe/UFRJ; e pelo presidente do IRM, Roberto Leão. “ Um sistema de transporte adequado pode impulsionar vários setores da economia e essa atuação conjunta pode contribuir muito com o desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro “, comentou Glaydston.

O EMNU é um mapeamento de projetos e a proposição de políticas para estabelecer as bases para a transformação do transporte público coletivo em 21 regiões metropolitanas do Brasil. O estudo reúne um banco de dados com 187 projetos de mobilidade urbana, que correspondem a mais de 3 mil km de metrôs, BRTs, trens e VLTs.

O ENMU mostra, por exemplo, o impacto de cada proposta na redução das emissões de poluentes e gases do efeito estufa (GEE) e em sinistros, além da previsão de embarques/dia e de investimento. Os projetos são analisados partir de mais de 100 indicadores técnico-operacionais, econômico-financeiros, socioambientais e urbanísticos que permitem sua priorização.

Juntas, as iniciativas propostas poderão evitar 27 mil vítimas de sinistros de trânsito e 3 milhões de toneladas anuais de CO₂, reduzir em 11% o custo das viagens e em 16% o tempo médio de deslocamento da população, gerando benefícios sociais superiores a R$ 400 bilhões. Os impactos também se estendem à cadeia produtiva, com potencial para mobilizar mais de 1 milhão de empregos e demandar até 7.600 ônibus elétricos e 2.400 carros metroferroviários.

O estudo foi elaborado entre 2024 e 2026 e tem como foco as 21 regiões metropolitanas mais populosas do Brasil. A iniciativa considera projeções populacionais e de demanda em um horizonte de 30 anos, com o objetivo de apoiar o planejamento de sistemas de transporte mais integrados, eficientes e sustentáveis.

Este texto foi publicado originalmente pela Agência BNDES de Notícias , em 25 de setembro de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360 .

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Fonte: Poder360

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