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Bolsonaro tem revisão criminal movimentada no STF enquanto bastidores do Senado discutem possível acordão

Redação Cerrado em Foco•
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Bolsonaro tem revisão criminal movimentada no STF enquanto bastidores do Senado discutem possível acordão
Bolsonaro tem revisão criminal movimentada no STF enquanto bastidores do Senado discutem possível acordão - imagem 2

Ministro Kassio Nunes Marques concede dez dias para manifestação da PGR sobre pedido da defesa. Paralelamente, reportagem aponta articulação de Davi Alcolumbre envolvendo eventual perdão ao ex-presidente e sua permanência na presidência do Senado.

A situação judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou ao centro das atenções em Brasília. O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente, no prazo de dez dias, um parecer sobre o novo pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente.

O despacho foi assinado na segunda-feira (26), um dia após o segundo turno das eleições presidenciais, e divulgado na quarta-feira (28). A decisão representa mais uma etapa da tramitação do processo, mas ainda não significa que a condenação será anulada ou que Bolsonaro será colocado em liberdade.

O ex-presidente cumpre, atualmente em regime domiciliar humanitário, pena de 27 anos e três meses de prisão, decorrente de sua condenação no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.

O novo pedido de revisão criminal foi protocolado em setembro. Nele, os advogados sustentam que ocorreram irregularidades processuais durante a investigação e o julgamento.

Entre os argumentos apresentados estão questionamentos sobre a instauração de investigações, o acesso da defesa a materiais utilizados no processo e a competência da Primeira Turma do STF para julgar o caso.

Os defensores também fazem referência a manifestações de ministros do Supremo em outros procedimentos, argumentando que determinadas garantias processuais deveriam ter sido observadas de maneira equivalente no julgamento de Bolsonaro.

Esses pontos são alegações da defesa e ainda dependem de avaliação judicial.

A revisão criminal é um instrumento previsto na legislação brasileira para contestar condenações definitivas em hipóteses específicas, como erro judiciário ou descoberta de novas provas.

Com o encaminhamento determinado pelo ministro, caberá ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentar manifestação sobre os argumentos da defesa.

O parecer da PGR não será vinculante, ou seja, não obrigará o STF a seguir o entendimento do Ministério Público.

Em uma revisão criminal anterior, a Procuradoria manifestou-se contra a alteração da condenação.

Nunes Marques já havia sinalizado que pretendia examinar o caso somente depois das eleições, para evitar que a decisão interferisse no processo eleitoral.

A expectativa divulgada por seu gabinete é de que o pedido seja submetido ao plenário do STF. Ainda não existe data definida para o julgamento.

Enquanto isso, os bastidores do Senado discutem um possível acordo

Paralelamente à movimentação judicial, outra discussão ganhou espaço no Congresso Nacional: a possibilidade de uma articulação política envolvendo o futuro de Bolsonaro e a eleição para a presidência do Senado em 2027.

Segundo reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, aliados do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), relatam que ele avalia defender um indulto ou uma anistia ao ex-presidente como parte de uma estratégia para conquistar apoio parlamentar à sua permanência no comando da Casa.

A informação foi atribuída pelo jornal a interlocutores de Alcolumbre. Até o momento, não há confirmação de um acordo formalizado com as lideranças da oposição.

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A movimentação teria como pano de fundo a nova composição do Senado, que contará com uma bancada expressiva de parlamentares identificados com a direita a partir de fevereiro de 2027.

Alcolumbre busca apoio para permanecer na presidência da Casa, mas enfrenta a perspectiva de candidaturas alternativas dentro do campo oposicionista.

Entre os nomes mencionados para a disputa estão os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS).

De acordo com os relatos publicados, uma das possibilidades consideradas por aliados de Alcolumbre seria negociar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a concessão de um indulto de caráter humanitário a Bolsonaro.

Caso não houvesse concordância do Executivo, outra alternativa seria a articulação de uma proposta de anistia no Congresso Nacional.

Em contrapartida, Alcolumbre buscaria apoio para sua reeleição à presidência do Senado e uma redução da pressão parlamentar pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.

É importante destacar que essas possibilidades permanecem no campo das articulações relatadas pela imprensa. Não existe anúncio oficial de acordo, nem compromisso público de que qualquer medida será aprovada.

A própria oposição apresenta divergências sobre o assunto. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), por exemplo, rejeitou publicamente a possibilidade de vincular uma solução para Bolsonaro ao apoio à permanência de Alcolumbre na presidência do Senado.

Apesar de os dois assuntos envolverem o futuro de Jair Bolsonaro, é necessário distinguir os procedimentos.

A revisão criminal está sob responsabilidade do Supremo Tribunal Federal e depende da análise jurídica dos fundamentos apresentados pela defesa.

Já o indulto presidencial é uma medida de competência do presidente da República, sujeita aos limites constitucionais. A anistia, por sua vez, depende de aprovação legislativa e também pode ser submetida ao controle de constitucionalidade.

Portanto, uma eventual negociação política não determina o resultado da revisão criminal em tramitação no STF.

Os próximos dias deverão trazer novos desdobramentos sobre a situação do ex-presidente.

Na esfera judicial, o passo imediato será a manifestação da PGR dentro do prazo estabelecido por Kassio Nunes Marques.

No Congresso, a atenção estará voltada às conversas sobre a eleição da Mesa Diretora do Senado e à possibilidade de surgirem propostas concretas relacionadas à situação penal de Bolsonaro.

Por enquanto, há dois fatos distintos: um procedimento judicial efetivamente em andamento e uma articulação política relatada por f

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Fonte: Opinião Brasília

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