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Brasil age com cautela em reciprocidade comercial contra EUA

Secretário de Comércio Exterior do MDIC destaca análise aprofundada de impactos antes de medidas retaliatórias.

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Brasil age com cautela em reciprocidade comercial contra EUA
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O Brasil está adotando uma abordagem meticulosa e cautelosa ao deliberar sobre possíveis medidas de reciprocidade comercial contra os Estados Unidos. A informação foi reiterada por Guilherme Durigan, secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que sublinhou a necessidade de uma análise aprofundada dos impactos antes de qualquer ação.

Durigan afirmou que o processo decisório envolverá consultas extensas, tanto com empresas brasileiras quanto com as estrangeiras que operam no país. O objetivo é compreender as consequências potenciais de quaisquer contramedidas, garantindo que as ações do Brasil não prejudiquem seus próprios interesses econômicos e comerciais.

Historicamente, em 2018, o governo norte-americano, na gestão de Donald Trump, impôs tarifas elevadas sobre importações de aço e alumínio de diversos países, incluindo o Brasil, sob a justificativa de segurança nacional. Essas tarifas, de 25% para o aço e 10% para o alumínio, foram alvo de questionamentos e debates internacionais.

Para o setor siderúrgico e de alumínio brasileiro, a imposição dessas tarifas representou um desafio significativo, impactando a competitividade dos produtos nacionais no mercado estadunidense. Desde então, o governo brasileiro tem buscado caminhos para mitigar esses efeitos e defender seus interesses comerciais.

A opção pela reciprocidade comercial, prevista em acordos internacionais, permitiria ao Brasil aplicar tarifas equivalentes a produtos originários dos Estados Unidos. Contudo, essa via exige um cálculo preciso para evitar uma escalada de tensões que possa ser prejudicial para ambos os lados.

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O secretário Durigan destacou que a cautela é fundamental para evitar que a resposta brasileira resulte em prejuízos inesperados para a economia interna ou para as cadeias de produção globais. A prioridade é proteger a indústria nacional e manter um ambiente comercial estável, mesmo em cenários de disputas.

Espera-se que o MDIC, em conjunto com outras pastas econômicas, continue avaliando o cenário e coletando dados para fundamentar a melhor estratégia. A decisão final ponderará os benefícios de retaliar com os riscos de desestabilização das relações comerciais bilaterais, buscando um equilíbrio que promova os interesses do Brasil no cenário global.

Este diálogo com o setor privado será crucial para moldar uma política externa comercial que seja robusta e pragmática, sem se precipitar em ações que possam ter repercussões negativas para a balança comercial e o desenvolvimento industrial do país.

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Fonte: Poder360

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