Brasil despenca em liberdade econômica; Argentina avança
País perde 10 posições em ranking global, enquanto vizinhos sul-americanos registram melhora significativa em cenários de reforma.


O cenário econômico global aponta para um declínio da posição do Brasil no Índice de Liberdade Econômica, elaborado pela Heritage Foundation. Em apenas um ano, o país recuou dez colocações, saindo do 100º para o 110º lugar entre 184 nações avaliadas. A pontuação geral brasileira, que mede a liberdade de mercado e a proteção da propriedade privada, também apresentou redução, passando de 57,2 para 55,7 pontos.
Essa diminuição é atribuída principalmente à deterioração em indicadores-chave, como a integridade governamental, a eficiência judicial e a liberdade de investimento. A Heritage Foundation ressalta que o aumento dos gastos públicos, a carga tributária elevada e a burocracia excessiva continuam a ser obstáculos significativos para o desenvolvimento econômico do Brasil.
Em contraste, a Argentina apresentou um salto notável no mesmo ranking, subindo 39 posições em apenas dois anos. O país vizinho se destaca pela implementação de políticas de desregulamentação e abertura econômica, o que reflete diretamente na percepção de liberdade para investir e empreender. A pontuação argentina atingiu 54,9 pontos, um avanço considerável que a coloca em 144º lugar, saindo de 183º.
Outro exemplo de sucesso na região é o Chile, que mantém a liderança entre os países latino-americanos no índice, ocupando a 22ª posição global com 70,6 pontos. A nação andina é reconhecida por sua estabilidade macroeconômica, ambiente favorável aos negócios e forte proteção dos direitos de propriedade, servindo como benchmark regional para o livre mercado.
A queda do Brasil acende um alerta sobre a necessidade de reformas estruturais urgentes para reverter o quadro. Especialistas indicam que a simplificação do sistema tributário, a redução da intervenção estatal na economia e o combate à corrupção são passos fundamentais para melhorar o ambiente de negócios e atrair investimentos.
O índice da Heritage Foundation avalia 12 categorias de liberdade econômica, incluindo direitos de propriedade, liberdade de negócios, liberdade monetária, liberdade comercial e gastos governamentais. A metodologia busca oferecer uma visão abrangente do quão propício um país é para o crescimento econômico e a prosperidade de seus cidadãos.
A análise do relatório sugere que, enquanto nações como a Argentina colhem os frutos de um maior compromisso com princípios de livre mercado, o Brasil precisa acelerar seu processo de modernização e desburocratização. A manutenção da atual trajetória pode impactar negativamente a competitividade e o potencial de desenvolvimento a longo prazo.
Essa disparidade no desempenho econômico dos países sul-americanos sublinha a importância das políticas públicas na construção de um ambiente que estimule ou restrinja a liberdade econômica e o crescimento. Para o Brasil, o desafio é grande, mas as experiências de seus vizinhos indicam que é possível reverter o cenário com as decisões corretas.
Fonte: Poder360
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