BRB em Crise: Presidente se Reúne com Galípolo no Banco Central
Encontro busca destravar empréstimo bilionário para socorrer instituição financeira do GDF, abalada por transações fraudulentas.
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O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, esteve no Banco Central, na tarde da última segunda-feira (27), para um encontro crucial com o presidente da instituição, Gabriel Galípolo. Embora a pauta oficial não tenha sido detalhada, a expectativa é que o tema central seja o destravamento de um empréstimo bilionário, fundamental para a recuperação do BRB, que enfrenta desafios financeiros e atrasos na apresentação de balanços.
Este encontro segue uma reunião anterior, em 14 de maio, que contou com a presença da governadora Celina Leão, Nelson Antônio e Galípolo na sede do BRB. Naquela ocasião, as autoridades se abstiveram de dar declarações, classificando o compromisso como uma "reunião técnica", o que apenas aumentou a especulação sobre a gravidade da situação envolvendo o banco.
A crise do BRB está enraizada em transações malsucedidas com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. A Lei 7.893/2024, sancionada em junho, autoriza um acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF) para viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões. Este montante é visto como essencial para cobrir o rombo causado, principalmente, pela aquisição de títulos sem lastro ou fraudulentos.
O governo local, como acionista controlador do BRB, tem a responsabilidade de assegurar a saúde financeira do banco. O BRB desempenha um papel vital na operação de mais de 30 programas sociais, oferece crédito habitacional e gerencia a folha de pagamento do funcionalismo. A integridade do banco é, portanto, crucial para a estabilidade socioeconômica da região.
A gravidade da situação foi sublinhada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que comparou as transações a uma troca de R$ 12 milhões por "guardanapo, papel que não valia nada". Estima-se que, das operações com o Banco Master entre 2024 e 2025 – que totalizaram R$ 30 bilhões –, ao menos R$ 8,8 bilhões são referentes a títulos inexistentes ou de difícil recuperação. A Polícia Federal, em sua operação Compliance Zero, já apontou um suposto esquema de fraudes bilionárias, culminando na prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em abril.
Fonte: G1 DF
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