Cabo do Exército sob investigação por tráfico de armas a facções
Operação 'Reino Oculto' mira esquema de fornecimento de armamento a grupos criminosos na Bahia e em outras regiões do país.


Um militar do Exército Brasileiro, lotado em Niterói (RJ), está sob investigação por suspeita de tráfico de armas e munições para facções criminosas. O cabo André Luiz Siqueira foi alvo da Operação Reino Oculto, conduzida pela Polícia Civil da Bahia, que desarticulou um grupo criminoso especializado no comércio ilegal de armamentos.
Durante a ação policial, executada na última quarta-feira (15), foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão. A apuração inicial revela que André Luiz Siqueira utilizava sua posição para desviar armamentos e insumos bélicos, que posteriormente eram comercializados para grupos criminosos atuantes em diferentes estados do Brasil, com foco na Bahia.
As investigações apontam que o militar estaria envolvido na negociação e distribuição de pistolas, fuzis e vasta quantidade de munições. Essa prática contribui significativamente para o fortalecimento do poder bélico de organizações criminosas, representando um grave risco à segurança pública e à ordem social.
Em nota, o Exército Brasileiro confirmou o envolvimento do cabo e informou que está cooperando plenamente com as autoridades civis nas investigações. A Força Terrestre ressaltou que não compactua com quaisquer desvios de conduta de seus integrantes e que o militar responderá pelos seus atos conforme a legislação vigente, tanto militar quanto penal.
A Operação Reino Oculto teve início após a apreensão de um arsenal em Camaçari (BA), que incluía pistolas, fuzis, carregadores e mais de 10 mil munições. Esse flagrante foi o ponto de partida para aprofundar as investigações e identificar a cadeia de fornecimento, chegando até o envolvimento do cabo.
Os resultados da operação são considerados um avanço importante no combate ao crime organizado e ao tráfico de armas. A Polícia Civil da Bahia segue com as diligências para identificar outros possíveis envolvidos e desmantelar completamente a rede criminosa, buscando responsabilizar todos os participantes do esquema ilícito.
Fonte: Poder360
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