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Empregos

Câmara avança com programa de inclusão para mães de pessoas com deficiência

Iniciativa visa promover a empregabilidade de mães atípicas, oferecendo benefícios e suporte empresarial.

Redação Cerrado em Foco
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Câmara avança com programa de inclusão para mães de pessoas com deficiência

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados deu um passo importante na proteção social ao aprovar o Projeto de Lei 5.378/2023, que institui o Programa de Incentivo à Contratação de Mães Atípicas. A medida busca combater a discriminação no ambiente de trabalho e facilitar a inserção e permanência profissional de mulheres que são mães de pessoas com deficiência, um grupo frequentemente marginalizado no mercado de trabalho.

A proposta, que recebeu parecer favorável da relatora deputada Ana Paula Lima (PT-SC), estabelece uma série de benefícios para empresas que aderirem ao programa. Entre os incentivos previstos, destacam-se a prioridade em licitações e em programas de desenvolvimento econômico governamentais, além da possibilidade de redução de impostos, visando compensar os custos adicionais e a criação de um ambiente de trabalho mais flexível e adaptado às necessidades dessas profissionais.

Durante a tramitação, o texto original sofreu alterações significativas. A versão aprovada é um substitutivo que incorpora aspectos de outras propostas semelhantes, como o PL 2.118/2023. A principal mudança foi a ampliação do escopo, incluindo a criação de um selo de empresa inclusiva e a oferta de cursos de capacitação para as mães atípicas, fortalecendo suas qualificações e aprimorando a gestão do tempo para conciliar carreira e cuidados com os filhos.

A relatora do projeto enfatizou a importância da iniciativa para promover a autonomia financeira e a valorização social dessas mães, que dedicam grande parte de suas vidas aos cuidados com filhos que demandam atenção especial. A deputada Ana Paula Lima ressaltou que a medida reconhece a dupla jornada enfrentada por essas mulheres e busca oferecer suporte concreto para que possam ter uma vida profissional plena sem comprometer a qualidade de vida de suas famílias.

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Para serem consideradas aptas ao programa, as mães deverão comprovar a deficiência de seus filhos por meio de laudo médico. As empresas participantes, por sua vez, deverão demonstrar a implementação de políticas de flexibilidade e acessibilidade, como horários adaptados, jornadas reduzidas e suporte psicossocial, garantindo um ambiente propício para a inclusão.

A matéria segue agora para análise conclusiva nas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovado nessas instâncias, o projeto estará mais próximo de se tornar lei, marcando um avanço significativo na legislação trabalhista e de inclusão social no país, com potencial impacto positivo na vida de milhares de famílias.

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Fonte: Câmara dos Deputados - Últimas

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