Câmara instala comissão para debater redução da maioridade penal
Colegiado analisará PEC que propõe diminuir a idade de imputabilidade penal de 18 para 16 anos. Discussão promete ser acalorada no Congresso.

A Câmara dos Deputados deu mais um passo em direção ao debate sobre a maioridade penal, com a instalação da comissão especial designada para analisar a PEC 18/2023. O colegiado, responsável por discutir e votar o tema, teve sua composição definida e se prepara para as primeiras etapas de trabalho.
A proposta central da PEC é alterar a Constituição Federal para reduzir a idade de imputabilidade penal de 18 para 16 anos, em casos específicos de crimes hediondos, como estupro e latrocínio, e crimes graves, a exemplo de roubo qualificado e lesão corporal grave ou gravíssima.
A instalação desta comissão sinaliza a retomada de um debate histórico no parlamento brasileiro, que divide opiniões entre defensores da redução da maioridade penal, que buscam coibir a criminalidade juvenil, e aqueles que argumentam pela proteção dos direitos de crianças e adolescentes, focando em medidas socioeducativas e prevenção.
Os membros da comissão terão a tarefa de avaliar os impactos sociais, jurídicos e psicológicos da medida, além de ouvir especialistas, representantes da sociedade civil e órgãos governamentais. O processo inclui a apresentação de emendas, discussões detalhadas e a votação do parecer final, antes que a matéria possa seguir para o plenário da Casa.
A tramitação da PEC 18/2023 deve ser marcada por intensos debates, mobilizando diferentes setores da sociedade. A expectativa é que o colegiado inicie em breve a agenda de trabalhos, com audiências públicas e encontros para aprofundar o entendimento sobre as implicações de tal mudança na legislação brasileira.
Historicamente, proposições semelhantes enfrentaram resistência e raramente avançaram significativamente. A atual configuração política e social, no entanto, pode influenciar o ritmo e o desfecho deste novo capítulo na discussão sobre a responsabilização penal de adolescentes.
Fonte: Câmara dos Deputados - Últimas
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