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Campanha de Lula vai à OEA contra “interferência” de big techs

Redação Cerrado em Foco•
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Campanha de Lula vai à OEA contra “interferência” de big techs
Campanha de Lula vai à OEA contra “interferência” de big techs - imagem 2

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante cerimônia de anúncio do Desenrola MEI Sérgio Lima/Poder360 - 13.out.2026 Lara Brito de Brasília 14.out.2026 (quarta-feira) - 17h13 Priorize o Poder no Google A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai denunciar à OEA (Organização dos Estados Americanos) uma possível interferência de big techs, em especial da Meta, no 2º turno da eleição presidencial. O anúncio foi feito nesta 4ª feira (14.out.2026), em entrevista no comitê da campanha, no Lago Sul, em Brasília. A formalização será enviada até o fim do dia.

A informação foi dada pelo líder do PT no Senado e porta-voz da campanha, Camilo Santana . Ele estava acompanhado do secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares. O senador também disse que a campanha também fará representação na ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados). Segundo ele, a denúncia vai ser levada a organismos internacionais porque as big techs atuam em escala global.

Éden afirmou que o objetivo não é punir ninguém. “O que a gente quer é eleições limpas e justas” , declarou. Disse que, se a Meta mudar o padrão a 11 dias da votação, já será positivo para a integridade do pleito.

O 2º turno será em 25 de outubro. As pesquisas indicam empate dentro da margem de erro.

Integrantes da campanha afirmam que também houve episódios envolvendo o Grok, a IA da empresa de Elon Musk, o X. Avaliam, porém, que o alcance é mínimo e que, por isso, o foco da denúncia é a Meta.

Mais cedo, a campanha se reuniu com representantes de partidos e entidades de defesa da democracia de mais de 12 países. Camilo afirmou que o objetivo é fazer a denúncia ser repercutida em parlamentos e na imprensa dessas nações.

Questionado sobre quais países participaram, citou Estados Unidos, Reino Unido, Argentina, Colômbia, Mocambique, Guatemala, Honduras, Uruguai, Venezuela, Chile e Espanha.

Para Éden, a manipulação da vontade popular por plataformas digitais não é nova. Ele citou como exemplos Nepal, Malásia, Madagascar, México, Colômbia, Honduras e Chile. Disse que o que ocorre no Brasil seria “outro patamar” .

O marqueteiro da campanha, Sidônio Palmeira, ligou a suspeita de interferência aos Estados Unidos. Citou o Brexit como exemplo e disse que a Meta sempre beneficiou a “extrema direita” .

“Estão objetivamente interferindo nas eleições dos brasileiros” , declarou ao afirmar não ter dúvidas sobre o interesse norte-americano no pleito interno.

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A campanha afirma que o perfil oficial de Lula teve o botão de repostar indisponível por horas. Os Stories também teriam apresentado falhas sistemáticas: botão desabilitado, conteúdo silenciado ou acelerado.

Éden disse que as páginas ligadas ao adversário não têm os mesmos problemas e que a Meta não provou que as falhas foram acaso. Camilo afirmou que a empresa reconhece falhas técnicas, mas não dá transparência.

A campanha diz ter mais de 90 ações no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre redes sociais. Camilo cobrou que o tribunal “endureça a posição” em relação à Meta.

Nesta 5ª feira (15.out), a campanha reunirá os observadores internacionais credenciados no TSE. Vai apresentar um relatório com os indícios de interferência. A OEA também foi chamada.

Segundo Camilo, a campanha criou um site para receber denúncias de cidadãos sobre o comportamento da Meta. Foram mais de 2.500 relatos em 3 dias só na página oficial.

Camilo atribuiu o suposto problema à mobilização de rua e nas redes de apoiadores de Lula. Disse que isso “talvez tenha importunado” a campanha adversária.

A principal ação, protocolada pela coligação de Lula, acusa a Meta de restringir o alcance das postagens do petista e de não remover contas automatizadas que usam inteligência artificial para atacar o presidente.

No sábado (10.out), o ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que a Meta apresente esclarecimentos técnicos em até 48 horas. A decisão também cobrou explicações sobre o bloqueio da conta de anúncios da campanha e a atuação de uma possível rede de 255 perfis automatizados no Instagram.

A Meta negou as acusações. Em nota, classificou as alegações como falsas e disse cumprir as normas eleitorais. A empresa afirma que os problemas técnicos não se limitaram ao Brasil nem a contas específicas.

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Fonte: Poder360

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