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Segurança

Caso Master: BRB convoca acionistas para medidas judiciais contra ex-gestores

Assembleia Geral Extraordinária abordará prejuízos milionários decorrentes de operações com o Banco Master.

Redação Cerrado em Foco
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Caso Master: BRB convoca acionistas para medidas judiciais contra ex-gestores

O Banco de Brasília (BRB) anunciou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para o próximo dia 24 de agosto, com a finalidade de deliberar sobre a adoção de medidas judiciais contra antigos administradores. A decisão foi publicada no Diário Oficial e visa responsabilizar os ex-gestores pelos danos financeiros e morais sofridos pela instituição, resultantes de operações com o ecossistema Banco Master/REAG.

A crise no BRB se intensificou devido a negociações e operações financeiras realizadas entre 2024 e 2025 com o Banco Master, totalizando R$ 30 bilhões. O próprio BRB estima que ao menos R$ 8,8 bilhões desses créditos adquiridos são títulos fraudulentos, inexistentes ou de difícil recuperação. O governo local, controlador do banco, já apontou a necessidade de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para cobrir parte desse montante, após estimar a recuperação de R$ 2,2 bilhões por outras vias.

Uma lei que autoriza o acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF) para viabilizar o empréstimo foi sancionada em 24 de junho. A intervenção é crucial, pois o governo utiliza o BRB para gerenciar mais de 30 programas sociais, conceder crédito habitacional e processar a folha de pagamento do funcionalismo público, exigindo que a instituição opere em conformidade com as normas do sistema financeiro nacional.

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Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero, revelando um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias, grande parte delas envolvendo as transações com o Banco Master. A investigação apontou que a conduta de ex-administradores comprometeu as práticas de governança e gerou os prejuízos ao patrimônio do banco.

A escalada do caso levou à prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em abril do ano corrente. A PF sustenta que Costa teria autorizado negócios com o Banco Master sem lastro adequado e sem seguir as devidas práticas de governança, o que culminou nos significativos danos financeiros agora alvo da assembleia de acionistas para possíveis ações de reparação.

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Fonte: G1 DF

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