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“Celina dispara nas pesquisas, mas acende sinal de alerta contra o ‘já ganhou’ no segundo turno”.

Redação Cerrado em Foco•
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“Celina dispara nas pesquisas, mas acende sinal de alerta contra o ‘já ganhou’ no segundo turno”.

Celina Leão chega a 61,5% dos votos válidos, mas faz alerta: “Não existe eleição ganha antes da última urna”

Com 23 pontos de vantagem sobre Leandro Grass, governadora mantém favoritismo no segundo turno, mas reforça a importância de evitar o clima de vitória antecipada. Eleitores indecisos e abstenções podem ter papel importante na reta final da disputa.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), chega à reta final da disputa pela reeleição em uma posição bastante confortável nas pesquisas eleitorais. Mas, apesar dos números favoráveis, a orientação é clara: nada de comemorar antes da hora.

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (12) aponta Celina com 61,5% dos votos válidos , contra 38,5% de Leandro Grass (PT). A diferença de 23 pontos percentuais confirma a liderança da governadora e reforça o cenário de favoritismo observado desde o encerramento do primeiro turno.

Entretanto, Celina tem chamado a atenção para um detalhe que pode fazer diferença em qualquer eleição: o excesso de confiança.

Mesmo diante de uma vantagem expressiva, a governadora tem defendido que o trabalho de campanha continue até o encerramento da votação, sem espaço para acomodação ou para o conhecido clima de “já ganhou”.

A preocupação tem fundamento. A história das eleições brasileiras mostra que pesquisas representam o cenário de determinado momento, mas não substituem o resultado das urnas.

No primeiro turno, Celina conquistou 49,93% dos votos válidos, ficando muito próxima de garantir a reeleição sem a necessidade de uma segunda votação.

Agora, os levantamentos indicam uma ampliação de sua vantagem. Na semana passada, o Datafolha também apontou a governadora à frente, com 60% dos votos válidos, contra 40% de Grass.

Embora os resultados sejam favoráveis, a avaliação transmitida pela governadora é de que a campanha não pode perder intensidade justamente no momento decisivo.

Outro dado importante da Quaest ajuda a compreender os desafios da reta final. Segundo o levantamento, 88% dos entrevistados afirmam já ter decidido definitivamente seu voto, enquanto 12% admitem a possibilidade de mudar de candidato.

Isso significa que ainda existe uma parcela do eleitorado aberta a mudanças, mesmo em um cenário aparentemente consolidado.

Mas há outro fator que merece atenção que é a abstenção eleitoral.

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Quando um eleitor deixa de comparecer às urnas, seu voto não entra na contagem dos votos válidos. Dependendo de como as ausências se distribuem entre os eleitores dos dois candidatos, o resultado percentual pode ser afetado.

É justamente por isso que a mobilização eleitoral continua sendo um dos principais desafios das campanhas nesta fase.

Para Celina, o risco político de uma vantagem tão expressiva é que parte de seus apoiadores passe a considerar a disputa encerrada e deixe de comparecer à votação.

A oposição, por sua vez, ainda tem a oportunidade de buscar votos entre os indecisos, tentar conquistar eleitores que apoiaram outros candidatos no primeiro turno e mobilizar aqueles que não participaram da primeira votação.

O recado político transmitido por Celina é de que os números positivos devem servir como incentivo para continuar trabalhando, e não como justificativa para diminuir o ritmo.

A candidata e governadora procura demonstrar que reconhece a importância de cada voto e que a confiança nas pesquisas não deve ser confundida com uma vitória já assegurada.

Nesse cenário, a atenção aos eleitores que ainda não definiram sua escolha e o incentivo à participação democrática ganham importância.

Afinal, uma eleição só termina quando as urnas são fechadas, os votos são apurados e a Justiça Eleitoral proclama oficialmente o resultado. Até lá, a vantagem nas pesquisas representa uma fotografia favorável, mas não uma garantia matemática de vitória.

O levantamento ouviu 1.104 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 8 e 11 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número DF-08737/2026 .

Os resultados mostram Celina Leão em posição privilegiada para disputar o segundo turno. Entretanto, a postura de cautela da candidata revela que, mesmo com uma vantagem de 23 pontos percentuais, a campanha considera fundamental manter o esforço até o último dia.

A mensagem central é simples: pesquisa aponta tendência, mas quem decide a eleição é o eleitor, nas urnas.

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Fonte: Opinião Brasília

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