Com Flávio presidente, Moraes estará fora do STF, diz Eduardo


Ex-deputado vê vitória de irmão como possibilidade de conseguir anistia para voltar ao Brasil
Eduardo vive autoexilado nos Estados Unidos desde 2025 Bruno Spada/Câmara - 4.fev.2026 PODER360 14.out.2026 (quarta-feira) - 23h02 Priorize o Poder no Google O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou, nesta 4ª feira (14.out.2026), que caso o seu irmão Flávio Bolsonaro (PL) vença as eleições presidenciais no 2º turno, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes não estará mais na Corte. As informações são da colunista Mariana Sanches, do Uol .
“Primeiro a gente vai ter que expurgar esse câncer chamado Alexandre de Moraes da Suprema Corte. Gostei que ele já veio rastejar atrás de um acordo e que o PL rejeitou o acordo. E com o Alexandre de Moraes a questão é muito pessoal. E eu também não vejo o Flávio Bolsonaro presidente conseguindo governar com o Alexandre de Moraes da Suprema Corte” , afirmou.
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A declaração foi dada à imprensa brasileira pouco antes de seu seu discurso no evento Hispanic Heritage Gala , realizado em Andrew W. Mellon Auditorium em Washington, nos Estados Unidos, do qual foi convidado especial.
O Hispanic Heritage Gala foi organizado pela plataforma conservadora Latino Wall Street Foundation e celebrou as contribuições econômicas, culturais e sociais da comunidade hispânica de direita nos EUA. O maior convidado da noite foi o presidente argentino Javier Milei (La Libertad Avanza, direita), que mencionou Eduardo , Flávio e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em seu discurso.
Desde fevereiro de 2025, Eduardo vive autoexilado nos EUA. Diz fugir de uma “perseguição política” contra sua família.
Caso volte, terá que enfrentar as consequências da condenação do STF por coação no curso do processo, por usar sua atuação nos EUA para pressionar ministros da Corte durante o julgamento da ação penal contra Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Em 20 de julho, ele conseguiu um green card do governo de Donald Trump (Partido Republicano). O documento permite a permanência de Eduardo nos EUA por tempo indeterminado, o direito de trabalhar no país e de acessar benefícios de saúde estaduais.
No entanto, Eduardo já afirmou durante entrevista que seu objetivo é voltar ao Brasil assim que houver condições para isso. Em 8 de outubro, Moraes expediu um mandado de prisão definitiva contra Eduardo, e seu nome já consta no BNMP (Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões).
Com Flávio eleito, seu irmão poderia receber anistia pela condenação e voltar ao Brasil.
Em 2027, a bancada do Senado será majoritariamente de direita e alinhada ao bolsonarismo, abrindo portas para um possível quórum para aprovar o impeachment de Moraes.
Eduardo subiu ao palco logo depois de Milei para discursar. Eles se abraçaram e conversaram rapidamente em tom de brincadeira. Durante seu discurso, o ex-deputado elogiou governistas latinos de direita e afirmou que, com a possível vitória de Flávio, “finalmente vamos libertar o nosso país, começando pelo meu pai” .
Eduardo também negou sentir qualquer vergonha pela situação judicial de Jair Bolsonaro e afirmou estar muito orgulhoso dele.
O Poder360 questionou a assessoria de Eduardo Bolsonaro sobre seus comentários feitos sobre o ministro Alexandre de Moraes, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Este texto será atualizado assim que alguma manifestação for recebida.
Fonte: Poder360
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