Condenados por esquartejamento no Riacho Fundo I
Dois homens recebem penas de mais de 26 anos por assassinar e ocultar cadáver após júri popular.
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Dois homens foram condenados pelo Tribunal do Júri pela morte e esquartejamento de Sidnei Martins de Oliveira, de 56 anos, ocorrido em abril de 2025. Gerson de Sousa Basílio, de 52 anos, e Augusto Cesar Nunes Romano, de 23, confessaram o crime e receberam penas de 34 anos e 3 meses, e 26 anos e 3 meses de prisão, respectivamente, em regime inicial fechado.
As investigações apontaram que o assassinato ocorreu após um desentendimento durante uma reunião regada a bebidas alcoólicas. A vítima, que estava em situação de rua, foi morta, e seu corpo, posteriormente, foi esquartejado, colocado em caixas e descartado em contêineres de lixo na região do Riacho Fundo I.
Câmeras de segurança registraram os três homens entrando em um prédio pouco antes do crime. Imagens posteriores mostram um dos acusados descartando caixas que, segundo a polícia, continham os restos mortais da vítima. Augusto Cesar, que era o dono do apartamento onde o crime ocorreu, foi quem realizou a limpeza do local e o descarte das partes do corpo.
Além do homicídio triplamente qualificado – por motivo torpe, emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima –, os réus foram condenados por destruição e ocultação de cadáver, fraude processual e furto qualificado. Os jurados acataram integralmente as qualificadoras apresentadas pela Promotoria de Justiça.
As versões sobre a motivação do crime divergem entre os suspeitos. Um alegou ciúmes de um suposto envolvimento amoroso entre a vítima e sua companheira, enquanto o outro afirmou que o homicídio foi decorrente de uma relação homoafetiva entre o primeiro suspeito e a vítima. Os condenados não terão o direito de recorrer da decisão em liberdade.
Fonte: G1 DF
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