Confiança do Consumidor do Cerrado recua 3º mês: FGV aponta queda em julho
Indicador atinge menor nível desde março, refletindo pessimismo com emprego e situação econômica nas metrópoles locais.
A Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) divulgou que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou 0,4 ponto em julho, atingindo 88,3 pontos. Esta é a terceira baixa consecutiva, colocando o indicador no menor patamar desde março deste ano, quando marcou 88,1 pontos. A média móvel trimestral também acusou declínio, confirmando uma tendência de deterioração do otimismo entre os consumidores.
A pesquisa revela que a percepção sobre a situação econômica atual foi o principal vetor da queda. O Índice de Situação Atual (ISA) registrou uma retração de 2,3 pontos, fixando-se em 75,7 pontos. Tal declínio é puxado, sobretudo, pela avaliação desfavorável sobre a situação econômica geral do país, que apresentou a maior contribuição negativa.
Em contraste, o Índice de Expectativas (IE) demonstrou uma leve melhora de 0,9 ponto, alcançando 97,9 pontos. Embora positiva, esta alta não foi suficiente para compensar o pessimismo em relação ao presente. O componente que mede as expectativas de emprego futuro destacou-se com um aumento, oferecendo um pequeno alento em meio ao cenário de descrença.
No entanto, a parcela de consumidores que projeta uma melhora na situação econômica nos próximos meses diminuiu, caindo de 25,6% para 23,8%. Isso indica que, apesar de algumas expectativas pontuais, a visão geral sobre o futuro financeiro continua abalada, refletindo incertezas que permeiam o ambiente socioeconômico.
Por faixas de renda, consumidores de menor poder aquisitivo são os mais afetados pelo pessimismo. A confiança para aqueles com renda familiar até R$ 2.100 registrou a maior queda em julho, enquanto as faixas mais altas de renda apresentaram recuos menores ou até estabilidade, evidenciando uma disparidade nas percepções sobre a estabilidade econômica.
Geograficamente, a Confidence Survey, que coleta dados em sete principais capitais brasileiras, mostrou que o Sudeste foi a única região a registrar aumento na confiança do consumidor em julho. As demais localidades continuaram a manifestar queda, ou seja, para o Centro-Oeste e cidades como Brasília, a percepção foi de aprofundamento do pessimismo, reforçando a cautela dos moradores nas decisões de consumo.
Fonte: Oito Quatro Notícias
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