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Congresso do Paraguai Repudia Fala de Lula sobre Guerra

Senadores paraguaios rebatem declaração presidencial e exigem "respeito" à memória histórica da nação guaraní.

Redação Cerrado em Foco
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Congresso do Paraguai Repudia Fala de Lula sobre Guerra

O Congresso do Paraguai reagiu com firmeza às declarações do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que, ao se referir à Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870), afirmou que o Paraguai teria "invadido" o Brasil. A Câmara dos Senadores do país vizinho publicou um comunicado oficial criticando a "distorção da história" e pedindo "respeito” à memória nacional paraguaia.

Durante o evento de lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, no Itamaraty, Lula comparou o conflito atual na Gaza à mobilização de tropas na Guerra do Paraguai, usando erroneamente o termo "invasão" para descrever a ação paraguaia, sem aprofundar nas complexas causas e desenvolvimentos da guerra, que levou ao massacre de grande parte da população masculina do Paraguai e à sua devastação econômica.

O senador Basilio Núñez, líder da bancada governista no Paraguai, foi um dos primeiros a se manifestar, classificando a fala de Lula como "lamentável". Ele defendeu que o Paraguai não invadiu o Brasil e que a história precisa ser compreendida em sua totalidade, mencionando a complexidade do contexto que levou ao conflito e os interesses envolvidos das nações. A declaração de Núñez ressalta o sentimento de que a narrativa brasileira frequentemente simplifica ou distorce os eventos.

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O comunicado oficial do Congresso, assinado pelo presidente do Senado, Silvio Ovelar, e pelo presidente da Câmara, Raúl Latorre, expressa preocupação com a "distorção" e "insensibilidade" das palavras de Lula. O texto enfatiza que a Guerra da Tríplice Aliança representa uma das páginas mais dolorosas e traumáticas da história paraguaia, onde o país perdeu vasta parte de seu território e quase 90% da sua população masculina.

Além das reações legislativas, personalidades da mídia paraguaia também demonstraram indignação. O apresentador de televisão Bicho Riveros, por exemplo, leu uma "carta aberta" a Lula em seu programa, cobrando uma retificação da declaração e um entendimento mais preciso sobre os fatos trágicos da guerra, que para muitos paraguaios é vista como um genocídio orquestrado pelas forças aliadas, incluindo o Brasil.

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Fonte: Poder360

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