Contra o fim da 6 X 1, Mourão diz que esperava 10 votos com ele


Senador foi o único a votar contra a PEC no Senado e disse não negociar valores ao contrariar o partido
“Eu tinha esperança que pelo menos ali uns 10, 12 estivessem comigo nessa votação" afirmou Sérgio Lima/Poder360 - 7.out.2018 PODER360 15.out.2026 (quinta-feira) - 15h38 Priorize o Poder no Google O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), o único a votar contra a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6 X 1 afirmou, nesta 5ª feira (15.out.2026), que não poderia ter adotado outra posição sobre a proposta.
Em entrevista ao programa Timeline , da Rádio Gaúcha , Mourão disse ainda que esperava ter o apoio de ao menos 10 colegas na votação contrária à proposta. A PEC foi aprovada na 4ª feira (14.out) por 75 votos a 1, nos 2 turnos de votação no Senado.
“Eu não negocio as minhas convicções, eu tenho uma biografia, eu tenho honra, eu tenho valores. Eu acho que na política tem uma linha limite, né? Aquilo que a gente, na linguagem militar, chama de última linha de defesa. Daqui eu não recuo mais” , declarou durante a entrevista.
Mourão desobedeceu uma orientação do seu próprio partido, o Republicanos, que orientou a bancada a votar a favor da medida. Ainda sobre o voto contra, o senador afirmou: “Eu tinha esperança de que pelo menos ali uns 10, 12 estivessem comigo nessa votação.”
Três senadores do PL não participaram da votação: Sergio Moro (PL-PR), Marcio Bittar (PL-AC) e Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
O Senado tem 81 senadores. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não vota.
Ao comentar a posição do PL, partido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, Mourão avaliou que a legenda fez uma “análise de risco” e levou em conta a “pressão popular” em favor do fim da escala 6 X 1.
O senador reconheceu que o governo federal saiu fortalecido politicamente ao assumir a dianteira na defesa da proposta. “Independentemente do que a gente fizer ou deixar de fazer, o governo ganhou o discurso porque foi ele que largou na frente com esse assunto” , afirmou.
A PEC aprovada pelo Senado estabelece um novo regime de trabalho: a carga horária semanal passa de 44 para 40 horas, com 2 dias de folga e sem redução salarial. A transição tem prazo de 14 meses após a promulgação. O texto segue agora para promulgação.
Fonte: Poder360
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