'Crime da 113 Sul': STJ julga nesta terça se mantém ou anula condenação de Adriana Villela
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Adriana Villela no documentário 'Crime da 113 Sul' TV Globo O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve recomeçar, nesta terça-feira (6), o julgamento que pode anular ou manter a condenação da arquiteta Adriana Villela no caso conhecido como "Crime da 113 Sul". O recurso contra a condenação tramita na Sexta Turma do tribunal e começou a ser julgado em junho no plenário virtual, mas a análise foi interrompida e transferida para o plenário físico. Com isso, o julgamento será reiniciado "do zero". Mesmo os ministros que já votaram terão de se posicionar novamente – ainda que seja apenas para repetir o voto anterior. No embargo, o Ministério Público aponta omissões, contradições e obscuridades no acórdão e solicita que a pena de 61 anos de prisão imposta pelo Tribunal do Júri seja restabelecida, com início imediato do cumprimento da pena. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Crime da 113 Sul: quem é Adriana Villela, acusada de mandar matar os próprios pais ➡️ Adriana é acusada de ser a mandante do assassinato dos pais e da empregada da família, em 2009. Ela foi condenada a 61 anos de prisão pelo Tribunal do Júri, mas a sentença foi anulada pelo STJ em 2025. Durante a sessão virtual, o relator do caso, o ministro Sebastião Reis Júnior, votou para manter a anulação da condenação de Adriana. O ministro Rogério Schietti Cruz abriu divergência e votou para restabelecer a condenação, com o início imediato do cumprimento da pena. Por que a condenação foi anulada? Em setembro de 2025, a Sexta Turma do STJ anulou, por três votos a dois, a condenação de Adriana Villela. Os ministros entenderam que a defesa não teve acesso, no momento adequado, a vídeos com depoimentos usados como prova durante o júri, o que comprometeu o direito de defesa. Segundo o processo, os vídeos dos depoimentos dos executores do crime só foram disponibilizados aos advogados de Adriana no sétimo dia de julgamento, em 29 de setembro de 2019. 📌 Os vídeos desses depoimentos foram exibidos em primeira mão no documentário "Crime da 113 Sul", lançado pelo Globoplay em 2025. Crime da 113 Sul ganha série documental no Globoplay Com a decisão, Adriana voltou a ser ré pelos crimes, mas as provas e os depoimentos colhidos desde 2010 foram anulados. Entenda o caso Em 2009, no sexto andar do bloco C da 113 Sul, quadra nobre de Brasília, foram assassinados: O pai de Adriana Villela, José Guilherme Villela, de 73 anos e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 38 facadas; A mãe de Adriana, Maria Carvalho Mendes Villela, de 69 anos e advogada, com 12 facadas; A empregada doméstica da família, Francisca Nascimento da Silva, de 58 anos, com 23 facadas. Os corpos foram achados, já em estado de decomposição, em 31 de agosto de 2009, na Asa Sul. A perícia demonstrou que as vítimas foram assassinadas em 28 de agosto de 2009, por volta das 19h15. Adriana Villela é acusada de ser a mandante do crime. Com a decisão do STJ, de anular a condenação, Adriana voltou a ser ré. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
Fonte: G1 DF
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