Crise no Festival de Cinema: equipe sem receber há meses em Brasília
Organizadores do tradicional evento cultural denunciam atrasos em pagamentos e incerteza orçamentária do governo local.
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/E/X/2alnF9QmAV4HLK61rApw/crd-coletiva-cine-00002-frame-31098.jpeg)
A equipe responsável pela organização do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB) está sem receber salários desde março, revelando uma profunda crise financeira que ameaça a realização de um dos mais importantes eventos culturais do país. Cerca de 40 profissionais, envolvidos em etapas cruciais como curadoria, divulgação e logística, aguardam o pagamento de um montante total de R$ 3 milhões em verbas públicas.
A situação veio à tona após um encontro onde o secretário de Cultura teria sinalizado a inviabilidade de apoio financeiro governamental para o festival. A notícia gerou uma onda de preocupação entre a classe artística e o público, provocando uma rápida intervenção da governadora, que, no mesmo dia, confirmou a manutenção do evento e determinou que a Secretaria de Economia providencie os recursos necessários. No entanto, o plano de financiamento e a origem do dinheiro ainda não foram detalhados.
O trabalho, que incluiu a recepção e seleção de um número recorde de 1.928 filmes, já está praticamente concluído. A programação do festival, que tem abertura prevista para 11 de setembro, deve ser divulgada na próxima semana, mas a falta de repasses financeiros impede até mesmo a emissão de passagens aéreas para convidados de outras regiões, evidenciando a fragilidade da situação.
Desde 2024, o Banco de Brasília (BRB) é o principal patrocinador do festival, contribuindo com R$ 750 mil anuais em formato de reembolso, ou seja, após a comprovação das despesas. Apesar de o banco enfrentar desafios internos, o diretor-geral de produção do festival, Henrique Rocha, afirmou que a instituição mantém a intenção de cumprir o acordo de patrocínio, que é crucial para complementar o orçamento.
Um possível cancelamento da edição de 2026 seria um marco negativo na história do FBCB, fundado em 1965 e reconhecido como o festival de cinema mais antigo do Brasil. O evento, que só foi suspenso entre 1972 e 1974 em protesto contra a ditadura militar, manteve suas edições mesmo durante a pandemia de COVID-19 e é considerado patrimônio imaterial desde 2007.
A incerteza orçamentária para o Festival de Cinema não é um caso isolado. Em julho, o Cine Brasília, sede histórica do evento e último cinema de rua da capital, também enfrentou dificuldades financeiras, com riscos de fechamento devido à falta de repasses. A situação ameaçou o pagamento de funcionários e fornecedores, evidenciando uma crise mais ampla no financiamento cultural da capital federal. Para a viabilização da edição atual, os organizadores reforçam a urgência do recebimento dos recursos até o final desta semana.
Fonte: G1 DF
Leia também
ObrasFestival de Brasília de Cinema tem edição 2026 cancelada por falta de verbas
A 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, programada para 2026, foi oficialmente cancelada devido à ausência de recursos financeiros. A decisão marca a primeira vez em seis décadas que o prestigiado evento não ocorrerá por motivos orçamentários. O anúncio levanta sérias questões sobre o financiamento cultural na capital federal e o futuro de instituições históricas como o Cine Brasília.
ObrasFestival de Cinema de Brasília Cancelado por Falta de Verbas
O tradicional Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em sua 59ª edição, foi cancelado devido à ausência de recursos financeiros. Pela primeira vez em seis décadas de história, o evento mais antigo do país não será realizado por questões orçamentárias. A decisão surpreendeu após atrasos nos pagamentos da equipe e discussões sobre viabilidade.
ObrasProteção de Dados: Senado celebra marcos legais e debate desafios futuros
O Senado Federal sediou a primeira comemoração do Dia Nacional de Proteção de Dados, em 10 de agosto, marcando um ponto importante na discussão sobre a privacidade digital. Parlamentares e especialistas ressaltaram o progresso legislativo, incluindo a LGPD e a Emenda Constitucional 115, que consolidaram a proteção de dados como direito fundamental. O evento também levantou alertas sobre os desafios emergentes da era digital e a necessidade de inclusão na discussão.
Mais lidas
- 1Plataforma Fatal Model busca investidores na XP Expert para expansão
- 2Haddad lança pré-candidatura ao governo de SP com 'Coração Tranquilo'
- 3SUS Expande Cuidados Paliativos com Apoio ao Luto para Famílias
- 4Dono de van escolar foragido por estupro de vulneráveis é preso no DF
- 5Linha 2 do Metrô-DF: Conectando Gama e Santa Maria ao centro urbano