Crise no STF é mais custosa que rombo do Banco Master, avalia ministro
Em substituição a Marco Buzzi, Luís Carlos Gambogi, do Superior Tribunal de Justiça, alerta sobre os impactos negativos da instabilidade judicial na economia.


A turbulência que assola o Supremo Tribunal Federal (STF) acarreta um custo econômico mais severo para o Brasil do que o recente desfalque de R$ 600 milhões sofrido pelo Banco Master. A análise, feita por Luís Carlos Gambogi, ministro substituto do Superior Tribunal de Justiça (STJ), destaca como a falta de previsibilidade e a politização das decisões judiciais afastam potenciais investidores internacionais.
Gambogi, que assume temporariamente a vaga do ministro Marco Buzzi, salientou a preocupação crescente de que a imagem de um judiciário instável se torna um impedimento significativo para o fluxo de capital estrangeiro. Segundo ele, o cenário de insegurança jurídica percebido por atores externos é um obstáculo substancial para o crescimento e a estabilidade econômica do país.
Durante sua fala, o magistrado ponderou que, embora o prejuízo direto do Banco Master seja quantificável, o custo indireto da crise no STF se manifesta na fuga de investimentos e na hesitação de empresas em aportar recursos em uma economia com pilares institucionais frágeis. Essa perda de confiança, avalia, tem repercussões de longo prazo e difícil recuperação.
A avaliação de Gambogi ecoa um sentimento de preocupação que tem sido manifestado por setores do mercado financeiro e do empresariado. A politização de pautas e a percepção de interferência entre os poderes, especialmente no mais alto escalão da Justiça, impactam diretamente a atratividade do Brasil para negócios e parcerias internacionais.
Ministros do STJ, muitas vezes, atuam como observadores da máquina judicial e dos seus efeitos na sociedade e na economia. A fala de Gambogi serve como um alerta para a urgência de restaurar a credibilidade e a previsibilidade das instituições, elementos essenciais para o desenvolvimento de qualquer nação.
O rombo do Banco Master, que envolveu um desvio estimado em R$ 600 milhões, foi um evento de grande impacto no setor bancário. No entanto, para o ministro substituto, a erosão da segurança jurídica e a percepção de instabilidade institucional, representadas pela crise no Supremo, geram prejuízos que superam em muito a perda financeira isolada, ao minar a base da confiança econômica.
Fonte: Poder360
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