Publicidade
Empregos

Dallagnol diz que PT quer usar Gilmar para interferir na eleição

Redação Cerrado em Foco•
Compartilhar:
Dallagnol diz que PT quer usar Gilmar para interferir na eleição
Dallagnol diz que PT quer usar Gilmar para interferir na eleição - imagem 2

Candidato ao Senado é alvo de petição que pede a nulidade de seus votos antes de decisão final do TSE sobre candidatura

A declaração de Deltan (na foto) foi dada depois de o deputado Zeca Dirceu (PT-PR) apresentar ao magistrado um pedido para que os votos dados ao ex-procurador sejam considerados nulo Agência Câmara/Divulgação PODER360 3.out.2026 (sábado) - 19h54 Priorize o Poder no Google O candidato ao Senado pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo) afirmou, neste sábado (3.out.2026), que o PT (Partido dos Trabalhadores) tenta usar o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, para interferir no resultado das eleições . A declaração foi dada depois de o deputado Zeca Dirceu (PT-PR) apresentar ao magistrado um pedido para que os votos dados ao ex-procurador no domingo (4.out) sejam considerados nulos.

O pedido foi apresentado na reclamação 94.666, que já está sob relatoria de Gilmar. A ação corre no Supremo enquanto o Tribunal Superior Eleitoral ainda analisa um recurso contra a decisão do TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná) que autorizou a candidatura de Deltan. O TSE suspendeu os atos de campanha do candidato, mas ainda não deu uma decisão definitiva sobre o registro. Na 6ª feira (2.out), a PGE (Procuradoria Geral Eleitoral) se manifestou pela manutenção da candidatura.

“ O PT sabe que perde no voto popular e tenta agora fraudar as eleições utilizando uma manobra para conseguir uma decisão de Gilmar Mendes. Isso é um atentado contra a democracia, contra o TSE, contra a Constituição e contra a soberania do voto popular ”, afirmou Deltan.

No vídeo, Dallagnol disse que Gilmar teria criado uma espécie de “ TSE paralelo ” em seu gabinete. Segundo o candidato, a estratégia seria apresentar novos pedidos dentro de processos antigos já distribuídos ao ministro, em vez de ajuizar novas ações sujeitas a sorteio de relator.

Deltan também relacionou o episódio a decisões recentes de Gilmar em disputas eleitorais de outros Estados. Citou a determinação monocrática que exigiu a participação de Renan Santos (Missão) no debate presidencial da TV Globo , o que levou à desistência de Flávio Bolsonaro (PL) e ao cancelamento do debate pela emissora. Também mencionou decisão que derrubou o direito de resposta concedido a Sergio Moro (PL) contra uma propaganda de Sandro Alex (PSD) no Paraná.

Deltan também mencionou uma determinação do presidente do STF, Edson Fachin, anunciada na 6ª feira (2.out), para que pedidos apresentados por terceiros em processos em andamento passem previamente pela Presidência da Corte. Segundo Deltan, a medida deveria impedir que ações antigas fossem usadas para direcionar novos pedidos a ministros específicos.

“ Eles não conseguiram me barrar no TSE e agora eles querem burlar as regras com a ajuda de Gilmar ”, declarou.

Na petição enviada a Gilmar, os advogados pedem que Deltan passe a constar no sistema de totalização como candidato com registro “ indeferido com recurso ”. Também requerem que os votos dados a ele sejam computados como nulos ou, alternativamente, anulados sub judice e que o candidato não possa ser proclamado eleito nem diplomado até que o TSE julgue definitivamente seu registro.

Publicidade

A medida teria impacto direto na disputa pelas duas vagas do Paraná no Senado. Se os votos forem considerados nulos antes da definição do resultado, eles deixam de ser considerados na escolha dos vencedores. Se Deltan for eleito e o TSE só depois rejeitar definitivamente seu registro, poderá ser necessária a realização de uma eleição suplementar para preencher a vaga.

A relação é relevante porque Gleisi Hoffmann (PT) disputa uma das vagas do Paraná no Senado e pode ser afetada pela forma como os votos de Deltan forem contabilizados.

Pesquisa Real Time Big Data realizada de 11 a 15 de setembro mostrou que o ex-procurador da Lava Jato lidera numericamente no Estado. Os 5 primeiros candidatos estão em situação de empate técnico, considerando a margem de erro de 2 p.p.:

O registro de Deltan foi autorizado pelo TRE-PR por 4 votos a 3. A decisão é questionada no TSE por adversários que sustentam que a inelegibilidade reconhecida pela Corte em 2023, quando Deltan perdeu o mandato de deputado federal, continua válida em 2026.

O caso se dá 1 dia depois de o presidente do STF, Edson Fachin, determinar que pedidos apresentados por terceiros em processos em andamento passem pela Presidência antes de serem encaminhados aos ministros. A norma, no entanto, só explicita procedimentos que já constavam do Regimento Interno, da resolução 706 de 2020 e de um despacho do próprio Fachin de 11 de maio.

Na 6ª feira (2.out), Fachin voltou a determinar esse controle para evitar que advogados direcionem pedidos a ministros específicos. Menos de 24 horas depois, a petição sobre Deltan foi endereçada a “Gilmar Mendes, relator da Reclamação nº 94.666/PR” . O protocolo registra o envio às 13h01 deste sábado. Leia a íntegra do recibo (PDF – 250 kB).

A assessoria do STF afirmou que “o que já estiver nos gabinetes não é alcançado pela Resolução, que tem efeitos pra frente” e que ainda são feitos ajustes no sistema de distribuição.

A reclamação do caso de Deltan já estava no gabinete de Gilmar. O pedido para anulação dos votos, porém, foi apresentado neste sábado (3.out), depois da determinação de Fachin.

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Fonte: Poder360

Compartilhar:

Leia também

Mais lidas

  1. 1Nara Ayres Britto, advogada e filha de ex-ministro, celebra casamento
  2. 2Filha mata pai cadeirante em Bragança Paulista e transmite crime online
  3. 3Acidente entre caminhões deixa dois mortos na DF-290, próximo ao Gama
  4. 4Lula Eleva Herói da Guerra do Paraguai a Marechal Honorífico
  5. 5PM-GO sob investigação por agressão brutal durante abordagem em Formosa