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Saúde

Dezenas de mulheres pagaram até R$ 3 mil em falso mutirão do Outubro Rosa

Redação Cerrado em Foco••2 visualizações
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Dezenas de mulheres pagaram até R$ 3 mil em falso mutirão do Outubro Rosa
Dezenas de mulheres pagaram até R$ 3 mil em falso mutirão do Outubro Rosa - imagem 2
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto Ler resumo Golpe de cirurgias: mulheres denunciam um falso mutirão de cirurgias plásticas no Hospital Regional da Asa Norte, que cobrava entre R$ 1 mil e R$ 3 mil por insumos; Investigação policial: a Polícia Civil do Distrito Federal apura o caso como estelionato, envolvendo ao menos 30 vítimas; Esclarecimento oficial: a Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que todos os procedimentos no Sistema Único de Saúde são gratuitos e sem cobrança de valores. Resumo gerado por ferramenta de IA

Um grupo de mulheres denuncia ter sido vítima de um golpe envolvendo um falso mutirão de cirurgias plásticas no Hospital Regional da Asa Norte ( Hran ), que prometia procedimentos gratuitos de redução de mama e colocação de próteses. Sob o nome de “Renova Mama, Um Recomeço”, o suposto projeto usava a campanha Outubro Rosa como fachada para atrair pacientes. As vítimas eram informadas de que precisariam pagar apenas pelos insumos cirúrgicos, com valores que variavam de R$ 1 mil a R$ 3 mil.

O nome da unidade pública de saúde teria sido utilizado indevidamente para dar credibilidade à falsa promessa de realização das cirurgias. Não havia, portanto, um mutirão oficial do hospital nos moldes anunciados às pacientes.

A responsável pelo projeto, identificada como Tayná Regina Oliveira Castro , 42 anos, ainda teria utilizado indevidamente os nomes de cirurgiões plásticos conhecidos no Distrito Federal e que também atuam na Secretaria de Saúde, afirmando que eles seriam os responsáveis por realizar os procedimentos nas pacientes. Ao Metrópoles, Tayná negou ser golpista e disse que também foi “induzida a erro pelas informações que me foram apresentadas sobre a proposta de cirurgias por valores reduzidos” ( leia a resposta completa mais abaixo ) .

As suspeitas começaram a surgir quando as mulheres compareciam às consultas supostamente agendadas com os cirurgiões e descobriam que não havia qualquer registro de atendimento em seus nomes. Em outros casos, os atendimentos previstos para o Hran ou para clínicas particulares vinculadas aos médicos eram desmarcados, poucas horas antes do horário marcado, por pessoas ligadas ao suposto projeto social.

Conforme apurado, ao menos 30 mulheres integram o grupo de pacientes que aguardavam atendimento no suposto mutirão de cirurgias plásticas e teriam pago valores indevidos para garantir os procedimentos.

Após realizarem transferências para contas bancárias de Tayná ou de terceiros supostamente ligados a ela, as vítimas recebiam solicitações de exames médicos assinadas por uma médica generalista. Em áudios enviados ao grupo de pacientes do projeto, aos quais a reportagem teve acesso , a suspeita orientava as mulheres sobre como deveriam proceder no dia das consultas.

“Uma pessoa responsável da secretaria [de Saúde] vai entrar em contato com cada uma de vocês, informando a data, o horário e o local da consulta. No dia, é preciso levar o cartão do SUS. Vai ter um agente da secretaria lá que, ao final da consulta, já vai colocar a cirurgia de vocês no mapa cirúrgico e entregar um protocolo. Então, vocês já vão sair da consulta com a cirurgia agendada”, garantiu a mulher no áudio.

Na mesma gravação, a golpista fala que, para conseguir colocar as mulheres no mutirão de cirurgias, teria justificado que as pacientes faziam parte de uma ONG .

“Para, todavia, somos pacientes de ONG, pacientes fragilizadas, pacientes que passaram por problemas de violência psicológica. Pelo amor de Deus, tá, gente? Como o projeto é voltado para pacientes com câncer e para a autoestima, conseguimos essa brecha para entrar como ONG. Assim, não teremos problema nenhum com as nossas internações, tá bom?”, orienta ela.

Tayná Castro é apontada com responsável pelo projeto que enganou as mulheres

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Um dos médicos que teve o nome usado indevidamente alertou para o golpe

Uma das mulheres que acreditaram na proposta foi Laura*. Ela conta que chegou ao projeto por indicação de uma amiga e acreditou na iniciativa por se tratar de um suposto mutirão realizado pelo SUS, associado à campanha Outubro Rosa.

A vítima tinha o sonho de fazer uma redução de mama desde a adolescência, mas nunca havia conseguido realizar o procedimento devido ao alto custo. Por isso, a possibilidade de participar de um projeto social pareceu uma oportunidade.

“Em nenhum momento foi dito que o pagamento de R$ 1 mil seria para facilitar alguma coisa. A informação era de que seria para os insumos que seriam utilizados. Como era um projeto, você entende que é algo dentro da legalidade”, relata.

Depois de realizar os exames solicitados pelo particular, ela recebeu orientações sobre uma consulta que aconteceria no próprio Hran. Segundo ela, as pacientes eram informadas sobre o nome do médico que faria o atendimento, o local de entrada no hospital e como deveriam proceder.

Mesmo após o alerta, segundo Laura*, a responsável continuou apresentando justificativas e prometendo soluções. Outra possibilidade de atendimento chegou a ser anunciada, com um novo médico e consultas supostamente agendadas. A mulher afirma que chegou a ser comunicada sobre uma consulta e concluiu todos os exames solicitados.

“São muitas mulheres que, infelizmente, compraram um sonho . E não é propriamente sobre valores, é sobre acreditar. Essa pessoa continua brincando com o sentimento das pessoas. É um sonho com o qual você começa a mexer, envolve a família toda, toda uma preparação”, desabafa.

Além da cirurgia que não aconteceu, Laura* diz que enfrenta dificuldades para recuperar o dinheiro. A vítima afirma que a responsável apresenta sucessivas promessas de pagamento, com prazos que são adiados.

Em determinado momento, o grupo chegou a ser fechado para manifestações, restringindo o contato das participantes à conversa privada com a organizadora. “Existe sempre a promessa de que vai pagar na segunda, na terça, amanhã. O mês acabou e ninguém recebeu”, conta.

Para ela, a frustração é ainda maior porque a iniciat

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Fonte: Metrópoles - DF

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