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Disparidade de Gênero: Mulheres são Minoria em Quase Todos os Tribunais

Estudo revela que apenas uma corte no país tem mais juízas que juízes, e nenhuma atinge paridade em cargos de desembargadora.

Redação Cerrado em Foco
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Disparidade de Gênero: Mulheres são Minoria em Quase Todos os Tribunais

A participação feminina no Poder Judiciário brasileiro ainda é um desafio a ser superado, conforme demonstram os dados mais recentes divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Um levantamento minucioso revelou que 24 dos 25 tribunais de Justiça estaduais possuem uma proporção de juízas inferior à média nacional da população feminina, que é de aproximadamente 51,5%.

Surpreendentemente, apenas o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) destoa dessa estatística, sendo a única corte onde o número de magistradas supera o de magistrados. Este achado contrasta fortemente com o panorama geral, onde a presença feminina nos tribunais é notavelmente menor do que sua representação na sociedade.

Quando o foco se volta para os cargos de desembargadoras, a disparidade se acentua. A pesquisa do CNJ indicou que nenhuma das cortes avaliadas conseguiu alcançar a proporção nacional de mulheres na população em seus quadros de desembargadores. Isso sugere uma barreira ainda maior para a ascensão de mulheres aos postos mais elevados da magistratura.

A proporção média de juízas nos tribunais estaduais brasileiros é de 38,1%, enquanto a de desembargadoras cai para 24,1%. Esses números evidenciam que o problema da subrepresentação feminina é sistêmico e se agrava à medida que se avança na carreira jurídica, com menos mulheres ocupando posições de liderança e decisão.

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O estudo utilizou informações coletadas até março de 2024, abrangendo 25 Tribunais de Justiça estaduais, todos os cinco Tribunais Regionais Federais (TRFs) e os 24 Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs). A metodologia empregada buscou traçar um perfil demográfico detalhado do Judiciário, revelando não apenas a questão de gênero, mas também aspectos raciais e etários.

Este cenário levanta questionamentos importantes sobre a equidade e a diversidade dentro de um poder que tem a função de garantir a justiça para toda a população. A baixa representatividade feminina não apenas reflete uma desigualdade social, mas também pode influenciar a perspectiva e a sensibilidade na aplicação da lei, reforçando a necessidade de políticas que promovam uma maior inclusão no Judiciário.

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Fonte: Poder360

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