Durigan Rejeita Socorro Federal ao BRB e Critica Gestão
Secretário do Ministério da Fazenda afirma que banco dilapidou patrimônio e não oferece risco sistêmico.

Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, deixou claro nesta quarta-feira (15) que não há planos para injetar dinheiro federal no Banco de Brasília (BRB). A declaração surge em meio a especulações sobre a saúde financeira da instituição. Segundo Durigan, o BRB, que é controlado pelo governo da unidade federativa, tem uma situação singular no sistema bancário brasileiro.
Durigan foi enfático ao afirmar que a gestão do banco dilapidou o patrimônio da instituição por meio de créditos concedidos de forma inadequada. Esta avaliação sugere uma falha na administração dos ativos e na política de empréstimos, resultando em perdas significativas que comprometeram a solidez financeira do BRB.
Contudo, apesar do diagnóstico de má gestão e dilapidação patrimonial, o secretário-executivo minimizou o potencial impacto de uma eventual crise do BRB sobre o sistema financeiro nacional. Ele assegurou que o banco não é considerado 'sistêmico', ou seja, sua liquidação, embora indesejável, não provocaria uma reação em cadeia capaz de desestabilizar o mercado bancário brasileiro.
A posição do Ministério da Fazenda reflete um cenário em que a responsabilidade pela sustentabilidade financeira das instituições estaduais recai primariamente sobre seus controladores. A fala de Durigan pode ser interpretada como um sinal de que os governos federal e local deverão buscar soluções internas para reestruturar o banco, sem contar com um aporte emergencial da União.
A análise de Durigan destaca a importância da governança e da prudência na gestão de bancos públicos. O caso do BRB, conforme exposto pelo secretário, serve de alerta para a necessidade de rigor na avaliação de risco e na concessão de crédito, a fim de evitar comprometimento patrimonial e a necessidade de intervenções externas que, neste caso, foram descartadas.
Fonte: Poder360
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