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Eduardo Cunha recebe 32.075 votos, mas não volta à Câmara

Redação Cerrado em Foco•
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Eduardo Cunha recebe 32.075 votos, mas não volta à Câmara
Eduardo Cunha recebe 32.075 votos, mas não volta à Câmara - imagem 2

Ex-presidente da Casa teve candidatura indeferida pelo TRE-MG por inelegibilidade até fevereiro de 2027

Essa foi a 2ª tentativa de Eduardo Cunha (foto) de retornar ao Legislativo federal Victor Corrêa/Poder360 - 4.fev.2026 PODER360 5.out.2026 (segunda-feira) - 4h24 Priorize o Poder no Google Eduardo Cunha (Republicanos-MG) recebeu 32.075 votos para deputado federal em Minas Gerais neste domingo (4.out.2026), mas não foi eleito. O ex-presidente da Câmara teve o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais em setembro, por unanimidade.

O TRE-MG entendeu que a inelegibilidade do ex-deputado vai até fevereiro de 2027. A decisão considerou a cassação do mandato por quebra de decoro em 2016 e uma condenação por improbidade administrativa pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

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O registro de Cunha aparece no sistema do Tribunal Superior Eleitoral como “ anulado sub judice” .

Cunha recorreu ao TRE-MG e argumentou que a inelegibilidade havia terminado em setembro de 2024. A defesa citou a nova redação da Lei da Ficha Limpa , aprovada no ano passado, que passou a contar 8 anos a partir da cassação, e não do fim do mandato.

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Também apresentou voto de vista do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, favorável a uma regra de transição para a contagem dos prazos. O relator no TRE-MG considerou, porém, que o entendimento de Gilmar era isolado e fazia parte de um julgamento ainda não concluído. O tribunal rejeitou o recurso, e a defesa levou o caso ao TSE.

Cunha teve papel central no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que conduziu como presidente da Câmara enquanto era investigado na operação Lava Jato.

Ele foi denunciado em agosto de 2015 por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro e de ter recebido US$ 5 milhões em propina. No mês seguinte, o Ministério Público da Suíça encaminhou ao Brasil uma investigação sobre movimentações em contas ligadas a Cunha e familiares.

O ex-deputado foi condenado a 15 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Ficou preso em regime fechado de outubro de 2016 a março de 2020, quando passou à prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica durante a pandemia de covid-19. Em maio de 2023, a 2ª Turma do STF anulou a condenação ao entender que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgá-lo e remeteu o processo à Justiça Eleitoral.

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Fonte: Poder360

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