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Segurança

“El Salvador é pouco”, diz Flávio sobre plano de segurança

Redação Cerrado em Foco•
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“El Salvador é pouco”, diz Flávio sobre plano de segurança
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Candidato do PL prometeu criar mais de 500 mil vagas em presídios e defendeu castração de condenados por crimes sexuais

“Já foram trocando uma ideia com o Derrite [senador eleito do PP-SP] porque eu tô achando que El Salvador é pouco”, disse Flávio no Grande Encontro do Associativismo, no Clube Atlético Monte Líbano, em São Paulo Diogo Campiteli/Poder360 - 13.out.2026 Diogo Campiteli de São Paulo 13.out.2026 (terça-feira) - 22h38 Priorize o Poder no Google O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta 3ª feira (13.out.2026), que o modelo de segurança pública de El Salvador é insuficiente para o Brasil. Durante o Grande Encontro do Associativismo, no Clube Atlético Monte Líbano, em São Paulo, o candidato prometeu ampliar o encarceramento e adotar medidas mais duras contra criminosos.

“Aqueles que acham que eu sou radical na segurança pública não viram nada ainda. Eu já estou trocando uma ideia com o Derrite [senador eleito do PP-SP] porque eu estou achando que El Salvador é pouco” , declarou, em referência ao modelo de segurança do presidente salvadorenho Nayib Bukele.

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Na sequência, Flávio afirmou que pretende criar mais de 500 mil vagas em presídios e defendeu a castração de condenados por crimes sexuais.

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“Vamos fazer mais de meio milhão de vagas de presídio para prender estuprador e abusador de mulher e criança, vai sofrer castração e vai ficar preso muito mais tempo” , disse. O modelo de Bukele é conhecido pelo encarceramento em massa e pela adoção de medidas excepcionais no combate às gangues. Desde março de 2022, El Salvador está sob estado de exceção, renovado sucessivamente, que suspende garantias constitucionais e permite prisões sem ordem judicial. Até agosto de 2025, o regime havia sido prorrogado 41 vezes.

A política, porém, é alvo de denúncias de organizações internacionais de direitos humanos. Em agosto de 2025, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos alertou para relatos de prisões ilegais e arbitrárias, tortura, violações do acesso à Justiça e mais de 400 mortes de pessoas privadas de liberdade sob custódia do Estado.

A Anistia Internacional também apontou um padrão sistemático e generalizado de abusos estatais e questionou a falta de critérios claros para as detenções.

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Fonte: Poder360

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