Em leilão, Petrobras e Qatar Energy levam 7 blocos na Margem Equatorial


Consórcio formado pelas companhias arrematou áreas oferecidas na Bacia do Ceará
Estatal brasileira atuará em consórcio com a Qatar Energy em novos blocos na Margem Equatorial Divulgação/Agência Petrobras Leo Garfinkel de Brasília 7.out.2026 (quarta-feira) - 18h01 Priorize o Poder no Google Um consórcio formado pela Petrobras e pela Qatar Energy arrematou 7 blocos de exploração de petróleo na Bacia do Ceará, uma das 5 que integram a Margem Equatorial brasileira , nesta 4ª feira (7.out.2026).
As companhias fizeram propostas para 7 dos 8 blocos ofertados na região durante o 6º Ciclo da OPP (Oferta Permanente de Concessão), promovido pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), no Rio. Ao todo, vão pagar R$ 28,46 milhões ao governo federal pelos chamados bônus de assinatura, valor destinado para a União pela área arrematada.
Com participação de 70%, a Petrobras deve atuar como operadora do consórcio formado com a estatal de óleo e gás do Qatar, que terá os outros 30%. A empresa brasileira deve ser a responsável pelas perfurações, contratações de plataformas, gerenciamento de equipe técnica e decisões diárias no campo.
A Bacia do Ceará foi a única região offshore da Margem Equatorial com blocos ofertados no certame. A área ainda não tem exploração em águas profundas e pode ter potencial semelhante ao da Foz do Amazonas, onde a Petrobras encontrou petróleo em agosto, por integrar a mesma província geológica.
A região em que estão os blocos arrematados pela Petrobras fica na plataforma continental do Ceará, onde também está localizado o Complexo Industrial e Portuário do Pecém. A proximidade pode facilitar a logística em uma eventual operação de exploração e produção.
Já existem poços exploratórios de petróleo e gás que são perfurados em águas rasas na Bacia do Ceará e que ficam localizados na costa de municípios vizinhos, como Paracuru, a poucos quilômetros do complexo.
A vitória no leilão da ANP é só o 1º passo de um longo processo até a produção. Após a assinatura dos contratos, as empresas iniciarão a análise de dados da bacia e o mapeamento do solo.
Antes de realizar as primeiras perfurações para confirmar se há petróleo em determinada área, também é necessário obter licença ambiental das autoridades competentes.
Caso sejam achados indícios, ainda é preciso verificar se há viabilidade econômica na exploração. Por fim, mede-se o tamanho do reservatório para saber se vale a pena construir a infraestrutura de extração.
Fonte: Poder360
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