Empresária sem Licença: Imbróglio em Caso de Morte de Professora no DF
Investigação da PCDF aponta que responsável por procedimento estético fatal não possuía registro ativo como biomédica no Conselho Regional do DF.


A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) revelou que a empresária investigada pela morte da professora que se submeteu a um procedimento estético não possui registro ativo como biomédica no Conselho Regional de Biomedicina da 4ª Região (CRBM-4). Essa constatação se soma às apurações que buscam esclarecer as circunstâncias que levaram ao óbito após a aplicação de substâncias estéticas.
Segundo informações obtidas na investigação, a mulher, identificada como proprietária de um estabelecimento que oferecia serviços estéticos, não estava habilitada para realizar procedimentos invasivos que envolvem a administração de injetáveis. A falta de licença profissional é um ponto central na apuração, indicando uma possível prática ilegal da profissão.
A professora, cuja identidade foi preservada, teria procurado os serviços da empresária para um tratamento estético que, lamentavelmente, culminou em complicações graves e seu falecimento. A PCDF intensifica as diligências para determinar a causa exata da morte e a relação direta com a intervenção realizada.
O Conselho Regional de Biomedicina da 4ª Região, responsável pela fiscalização da categoria no DF e em outros estados, confirmou que a empresária não consta em seus registros como profissional habilitada. Este fato levanta questionamentos sobre a segurança dos consumidores que buscam tratamentos estéticos e a necessidade de verificação da qualificação dos prestadores de serviço.
Peritos criminais estão analisando as substâncias utilizadas no procedimento e as condições em que foram aplicadas. Paralelamente, a PCDF ouve testemunhas e familiares da vítima, buscando reunir todos os elementos para a elucidação completa do caso, que pode configurar exercício ilegal da profissão e, dependendo das provas, homicídio culposo.
Este incidente trágico ressalta a importância de a população verificar a regularidade e a formação dos profissionais antes de se submeter a qualquer procedimento estético. Órgãos como o CRBM-4 e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) são as fontes para confirmar a legalidade de clínicas e especialistas no setor.
A investigação continua em andamento, e as autoridades prometem transparência na divulgação dos resultados à medida que novas informações forem confirmadas. O objetivo é responsabilizar os envolvidos e alertar a sociedade sobre os riscos de procedimentos realizados por pessoas sem a devida qualificação e registro profissional.
Fonte: Metrópoles - DF
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