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Empresário do DF Armou Golpe Contra Grupo Zema Usando Namorada

Douglas Naskar e sua companheira são investigados por fraude cibernética que visava desviar bens da família Zema.

Redação Cerrado em Foco1 visualizações
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Empresário do DF Armou Golpe Contra Grupo Zema Usando Namorada

O empresário Douglas Naskar, de 39 anos, está sob investigação por supostamente orquestrar uma sofisticada fraude cibernética contra a família Zema, um dos maiores grupos empresariais do país. A trama, que envolvia a namorada de Naskar, a advogada Jessika Lorrane Bastos de Castro, de 35 anos, e o cunhado dela, tinha como objetivo desviar cerca de R$ 5,7 milhões em bens.

De acordo com as investigações do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o esquema consistia na criação de uma dívida forjada. Naskar teria usado dados de uma empresa do grupo Zema para simular um processo judicial. A partir daí, um preposto se apresentava como funcionário da companhia em juízo, sem o conhecimento dos verdadeiros proprietários, buscando reconhecer a dívida.

Para concretizar o golpe, foi fundamental a participação da advogada Jessika Lorrane, que atuava como procuradora na ação judicial fraudulenta. O cunhado de Jessika também tinha um papel no esquema, recebendo transferências de valores supostamente devidos e realizando o pagamento de custas processuais com dinheiro fornecido por Naskar. O plano incluía o redirecionamento de bens da família Zema para os golpistas.

A complexidade da fraude envolveu o uso de e-mails falsos e certificados digitais forjados. Naskar é acusado de falsificar e-mails de advogados da família Zema e de utilizar um certificado digital em nome de uma das empresas do grupo, obtido de forma ilícita, para movimentar o processo judicial e dar veracidade às ações.

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O empresário Douglas Naskar já possui um histórico de condenações por fraudes semelhantes. Em 2020, foi condenado a mais de 10 anos de prisão por estelionato e associação criminosa em outro caso. A família Zema, por sua vez, representou criminalmente contra os envolvidos ao descobrir as movimentações suspeitas.

Atualmente, a Polícia Civil de Minas Gerais e o Ministério Público seguem com as investigações para desvendar todos os detalhes da fraude e identificar possíveis outros envolvidos. A ação evidencia a crescente sofisticação dos crimes cibernéticos e a necessidade de vigilância constante por parte de empresas e indivíduos.

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Fonte: Metrópoles - DF

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