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Endividamento Familiar no Brasil Atinge Nível Recorde em Julho

Pesquisa da CNC revela que 82% das famílias brasileiras estão endividadas, apesar de leve queda na inadimplência.

Redação Cerrado em Foco
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Endividamento Familiar no Brasil Atinge Nível Recorde em Julho

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revelou que 82% das famílias brasileiras possuíam algum tipo de dívida em julho deste ano, marcando o maior índice já registrado desde o início da série histórica em 2010. Esse percentual representa um aumento em relação aos 78,5% observados em junho e aos 79% em julho de 2022.

Contrariando a tendência de alta no endividamento, a taxa de inadimplência – ou seja, famílias com dívidas em atraso – registrou uma leve queda. O índice passou de 30% em junho para 29,8% em julho. Na comparação anual, houve um crescimento em relação aos 29% de julho do ano anterior, indicando uma situação mista no cenário financeiro das famílias.

Detalhando a inadimplência, a proporção de famílias com dívidas que não conseguiram pagar ou que permanecerão em atraso também diminuiu, passando de 11,8% em junho para 11,5% em julho. Este dado sugere que, embora o volume de dívidas seja grande, há um esforço maior para honrar os compromissos, possivelmente através de renegociações e ajustes no orçamento familiar.

A pesquisa da CNC aponta que o cartão de crédito continua sendo o principal vilão do endividamento, afetando 86,6% das famílias com dívidas. Em seguida, aparecem os carnês, com 18,7%, e o crédito pessoal, com 10,2%. A predominância do cartão de crédito reflete sua facilidade de acesso, mas também os altos juros associados, que podem complicar a situação financeira rapidamente.

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O tempo médio de atraso das dívidas também mostrou melhora, caindo de 65 dias em junho para 63 dias em julho. Além disso, o tempo médio de comprometimento com a dívida diminuiu ligeiramente, de 7,1 meses para 7 meses no mesmo período. A percepção dos consumidores sobre sua capacidade de pagamento futuro, no entanto, permaneceu estável em 30,3%.

Esses dados sublinham a complexidade da situação econômica atual, onde o acesso ao crédito é facilitado, mas a capacidade de quitá-lo é um desafio. O monitoramento contínuo desses indicadores é crucial para entender a saúde financeira das famílias e orientar políticas econômicas que possam aliviar o peso do endividamento.

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Fonte: Poder360

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