Erika Hilton diz que Flávio não quer só mudar 6 X 1, mas enterrá-la


A deputada disse que Flávio defende a PEC do Trabalho Flexível, que estabelece a negociação da jornada de trabalho
Tony Winston/Câmara dos Deputados - 10.jun.2026 Juliana Alves de Brasília 16.out.2026 (sexta-feira) - 17h23 Priorize o Poder no Google A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) afirmou nesta 6ª feira (16.out.2026) que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende acabar com a PEC que dá fim à escala 6 X 1 e retomar a proposta que permite a negociação de horas trabalhadas entre empregados e empregadores.
“Eu acho que não vai mudar pontos da PEC. O Flávio Bolsonaro está dizendo que vai mudar pontos porque ele não tem a coragem de dizer que ele vai enterrar e destruir a PEC” , declarou a deputada.
Erika afirmou que a posição de Flávio e de seus aliados sobre o fim da escala 6 X 1 mudou por conveniência eleitoral. Para ela, o grupo tenta conquistar o apoio dos trabalhadores antes do 2º turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, para depois retomar a proposta das horas trabalhadas.
“O que eles querem é enganar o trabalhador para ver se o trabalhador vai nas urnas no dia 25, dá o voto neles para que no dia seguinte eles enterrem essa conquista” , disse.
A deputada citou como exemplo que Flávio defende a PEC do Trabalho Flexível , apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha presidencial. A proposta estabelece a negociação da jornada entre empregados e empregadores.
Erika também afirmou que Flávio e seus aliados passaram a demonstrar apoio à redução da jornada depois de serem pressionados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pela sociedade civil e pela classe trabalhadora.
“Se nós tivéssemos passado as eleições, se nós não estivéssemos num processo eleitoral, ele teria dado os discursos que ele sempre deu com relação ao fim da escala 6 por 1” , declarou.
Ao comentar a aprovação da proposta, Erika afirmou que a mudança poderá beneficiar trabalhadores, empregadores e a economia brasileira. Segundo ela, durante as discussões sobre o tema, empresários de diferentes setores relataram avanços após a adoção da escala 5 X 2 , como melhora na produtividade e redução de custos.
A deputada também argumentou que a ampliação do descanso semanal poderá estimular o consumo, já que os trabalhadores terão mais tempo para atividades de lazer e para frequentar estabelecimentos comerciais.
Erika afirmou ainda que a redução da jornada poderá diminuir o adoecimento e os acidentes de trabalho associados a jornadas extenuantes. Segundo ela, estudos do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) apontam benefícios econômicos e sociais da mudança.
A congressista citou estimativas de criação de 3 milhões de postos de trabalho e disse que experiências internacionais não indicam necessariamente queda de produtividade ou aumento do desemprego com a redução da jornada.
Erika também atribuiu a conquista à mobilização dos trabalhadores e ao apoio de Lula. Para ela, a mudança representa um avanço constitucional e uma vitória para a população negra, a comunidade LGBTQIAP+ e a classe trabalhadora.
“É muito triste que nós vimos ao longo dessa discussão o alarmismo de alguns setores, tentando colocar um pânico para tentar trazer a sociedade contrária, mas, na verdade, todos os estudos produzidos comprovam que nós teremos uma maior ampliação no mundo do trabalho” , afirmou.
Fonte: Poder360
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