EUA alertados por Israel sobre suposto plano iraniano contra Trump
CIA classificou informações como de "baixa confiança", mas Serviço Secreto adotou medidas preventivas diante da ameaça.

Israel teria compartilhado com os Estados Unidos informações de inteligência sobre um possível plano do Irã para assassinar o ex-presidente Donald Trump. Os alertas foram recebidos ainda durante a gestão de Trump e persistiram no início do governo Biden, desencadeando uma série de precauções por parte das autoridades de segurança americanas.
Segundo revelações, a Agência Central de Inteligência (CIA) classificou a inteligência fornecida como de "baixa confiança". No entanto, o Serviço Secreto dos EUA, responsável pela proteção de autoridades, não ignorou os avisos e implementou medidas preventivas significativas para garantir a segurança do ex-mandatário.
Entre as precauções adotadas pelo Serviço Secreto, destacam-se as mudanças de aeronaves em viagens de Trump, uma tática para despistar possíveis rastreadores. Além disso, a agência teria intensificado a vigilância e a segurança nos locais onde o ex-presidente residia ou frequentava, como seu clube em Mar-a-Lago, na Flórida, e o Trump Tower, em Nova Iorque.
Os alertas de Israel indicavam que o Irã estaria mobilizando espiões e ativos no exterior, com o objetivo de monitorar os movimentos de Trump após ele deixar a Casa Branca. A suposta motivação para o complô seria uma retaliação pelo assassinato do general Qassem Soleimani, um importante comandante iraniano, em janeiro de 2020, durante a administração Trump.
Apesar da divergência na avaliação das informações entre as agências de inteligência, a seriedade da ameaça levou à ativação de protocolos de segurança. Fontes indicam que a CIA e outras agências americanas não encontraram evidências concretas para corroborar as informações israelenses, mantendo a classificação de "baixa confiança" sobre os detalhes do suposto plano.
O tema da retaliação iraniana pela morte de Soleimani tem sido uma constante na agenda de segurança dos EUA. O Serviço Secreto e outras entidades de inteligência continuam a monitorar possíveis ameaças contra ex-presidentes e outras figuras de alto perfil, mesmo na ausência de confirmação total de complôs específicos.
Fonte: Poder360
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