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Segurança

EUA deslocam drones usados em guerras para a América do Sul

Redação Cerrado em Foco•
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EUA deslocam drones usados em guerras para a América do Sul
EUA deslocam drones usados em guerras para a América do Sul - imagem 2

Movimentação é feita em meio à decisão de Trump de ampliar a atuação militar contra organizações criminosas na América Latina

MQ-9 Reaper, aeronave não tripulada usada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos Reprodução/ 178th Wing PODER360 7.out.2026 (quarta-feira) - 12h39 Priorize o Poder no Google Os Estados Unidos transferiram drones militares MQ-9 Reaper da África para a Colômbia e o Equador, em um movimento que amplia a participação de Washington nas operações de combate ao narcotráfico e a grupos criminosos na América do Sul. A informação foi divulgada pelo The New York Times , com base em declarações de autoridades americanas.

A transferência é feita enquanto o governo de Donald Trump (Partido Republicano) aumenta a pressão militar sobre organizações latino-americanas ligadas ao tráfico de drogas. A estratégia, que inicialmente esteve concentrada em operações contra embarcações suspeitas de transportar entorpecentes, passou a incluir a possibilidade de ações contra alvos em terra.

O número exato de aeronaves deslocadas para cada país não foi divulgado. Autoridades americanas classificaram a quantidade como pequena, e o Comando Sul dos Estados Unidos não forneceu detalhes sobre a operação, alegando razões de segurança operacional.

O MQ-9 Reaper é um veículo aéreo não tripulado desenvolvido para missões de inteligência, vigilância e reconhecimento. A aeronave também pode carregar armamentos e realizar ataques de precisão.

Por causa dessa capacidade, o modelo é conhecido dentro das Forças Armadas americanas como uma aeronave de perfil “caçador-assassino” . O Reaper consegue permanecer no ar por longos períodos, transportar sensores e acompanhar alvos antes de uma eventual ação militar.

O equipamento já foi empregado pelos Estados Unidos em operações no Oriente Médio e na África . Um dos ataques de maior repercussão realizados com esse tipo de aeronave aconteceu em 2020, quando um ataque americano matou o general iraniano Qassim Suleimani, comandante da Força Quds, em Bagdá.

A transferência para a América do Sul ganha peso justamente porque os Reapers não estão sobrando no arsenal americano. Durante a guerra com o Irã, segundo informações citadas pelo The New York Times , pelo menos 45 aeronaves desse modelo foram destruídas, aproximadamente 1/4 da frota americana.

A Colômbia já havia anunciado planos para receber 3 MQ-9 Reaper e avaliava a possibilidade de adquirir uma 4ª aeronave. No Equador, o ministro da Defesa, Gian Carlo Loffredo, afirmou que 2 drones já haviam sido entregues ao país para operações de cooperação.

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O envio acontece em meio à aproximação militar de Washington com Bogotá e Quito. Os 2 países ampliaram a cooperação com os Estados Unidos em ações contra organizações classificadas por Washington como terroristas.

No Equador, o governo de Daniel Noboa (Ação Democrática Nacional, direita) autorizou operações militares conjuntas com os americanos. Na Colômbia, as autoridades também intensificaram ações contra grupos armados e organizações ligadas ao tráfico de cocaína.

A transferência dos drones integra uma estratégia mais ampla do governo Trump para ampliar o papel das Forças Armadas americanas no combate ao narcotráfico na América Latina.

O general Francis Donovan, comandante do Comando Sul , indicou que as operações devem ir além das ações no mar, incluindo missões de inteligência, reconhecimento e possíveis ataques contra integrantes de organizações criminosas.

Em setembro, a CNN havia informado que o Pentágono estudava transferir Reapers da África para a América Latina como parte da expansão dos recursos destinados a operações antidrogas e antiterrorismo.

A ampliação da presença militar americana preocupa organizações de direitos humanos, que alertam para o risco de mortes de civis em eventuais ataques. Especialistas também questionam a eficácia de eliminar líderes de grupos criminosos, já que essas organizações podem substituí-los rapidamente.

Há ainda controvérsia jurídica. O governo americano passou a tratar traficantes como combatentes inimigos para justificar ações letais, mas especialistas em direito internacional contestam a interpretação e afirmam que crimes relacionados ao tráfico, por si só, não necessariamente autorizam ataques militares.

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Fonte: Poder360

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