EUA manterão tarifas de aço e alumínio: Impacto na indústria brasileira
Abimaq projeta cenário sem flexibilização tarifária americana em 2024, alertando para caráter político da medida.

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos, representada pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), não prevê alterações nas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre aço e alumínio ao longo deste ano. A avaliação é de José Velloso, presidente-executivo da entidade, que enfatiza o caráter político da manutenção dessas barreiras comerciais.
Desde 2018, o governo norte-americano aplica uma sobretaxa de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio importados, incluindo os produtos provenientes do Brasil. A medida, implementada sob a seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, justifica-se sob o pretexto de segurança nacional, visando proteger a indústria doméstica americana.
José Velloso, em declaração recente, expressou seu ceticismo quanto a uma possível revisão tarifária antes do término de 2024. Segundo ele, a decisão de manter as tarifas está fortemente atrelada ao cenário político e eleitoral nos EUA, especialmente em um ano de eleições presidenciais, onde a proteção da indústria local se torna um tema sensível para o eleitorado.
A manutenção dessas tarifas representa um desafio contínuo para os exportadores brasileiros, que precisam lidar com um custo adicional que afeta a competitividade de seus produtos no mercado americano. O setor de máquinas e equipamentos, em particular, sente o impacto indireto na cadeia produtiva, uma vez que o aço e o alumínio são insumos fundamentais.
Analistas de comércio exterior e representantes da indústria têm acompanhado de perto as discussões e pressões por parte de diversos setores para a retirada ou flexibilização dessas tarifas. Contudo, o posicionamento da Abimaq reforça a percepção de que a política interna norte-americana prevalecerá sobre as considerações econômicas globais, ao menos no curto prazo.
O presidente-executivo da Abimaq também ressaltou que a estratégia de defesa da indústria americana, embora compreensível sob a ótica protecionista, gera distorções no mercado internacional. Para o Brasil, a saída tem sido buscar a diversificação de mercados e o fortalecimento das relações comerciais com outros blocos econômicos, mitigando a dependência do cenário tarifário norte-americano.
Fonte: Poder360
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