EUA Reduzem Cota de Açúcar do Brasil; Países da África Ganham Espaço
Medida do USTR afeta exportações brasileiras que caem para a 3ª posição, enquanto nações africanas têm cotas aumentadas.

Os Estados Unidos definiram uma nova distribuição nas cotas de importação de açúcar que impacta diretamente o Brasil. A partir do ano fiscal de 2024, que se inicia em 1º de outubro, a cota brasileira foi reduzida em aproximadamente 106 mil toneladas métricas, retrocedendo a níveis anteriores e consolidando o país na terceira posição entre os maiores fornecedores.
Historicamente um dos principais beneficiados pelas cotas do programa Tariff-Rate Quota (TRQ), o Brasil viu sua participação ser ajustada para 152.699 toneladas métricas. Essa movimentação ocorre em contraste com outros países que tiveram suas cotas mantidas ou ampliadas, como a maior parte da América Central e nações da África.
A mudança chama atenção por ser o Brasil o único país a sofrer um corte unilateral em sua cota de exportação de açúcar para o mercado norte-americano. Países como África do Sul, Filipinas e República Dominicana, por exemplo, tiveram suas cotas aumentadas ou permaneceram estáveis, destacando uma reorientação na política de importação dos EUA.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) é o responsável por definir anualmente a distribuição dessas cotas, que visam garantir o suprimento doméstico de açúcar. A decisão para o ano fiscal de 2024 representa um retorno a patamares de cota que o Brasil não via há alguns anos, após consecutivos aumentos desde 2019.
Especialistas do setor aguardam a definição por parte do USTR sobre como o volume correspondente à redução da cota brasileira será redistribuído entre outros países nos próximos meses. Essa realocação pode beneficiar ainda mais as nações africanas ou outros parceiros comerciais dos EUA que buscam expandir sua participação no mercado açucareiro americano.
Fonte: Poder360
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