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EUA Restringem Venda de Dispositivos com Componentes Chineses

FCC veda brecha que permitia comercialização de aparelhos de gigantes como Huawei e ZTE

Redação Cerrado em Foco
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EUA Restringem Venda de Dispositivos com Componentes Chineses

A Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos anunciou uma resolução que impede a comercialização e importação de equipamentos de comunicação que contenham componentes originários de empresas chinesas classificadas como ameaças à segurança nacional. A decisão, aprovada por unanimidade, visa fortalecer as diretrizes de segurança cibernética e proteger a infraestrutura de comunicações americana de possíveis vulnerabilidades.

Historicamente, a agência já havia proibido o uso de subsídios federais para a aquisição de equipamentos dessas empresas. No entanto, uma lacuna legal permitia que tais dispositivos fossem vendidos livremente para consumidores e empresas, desde que não utilizassem verbas federais. Esta nova regulamentação fecha essa brecha, estendendo a restrição a todo o mercado de telecomunicações do país.

Entre as gigantes chinesas afetadas pela deliberação estão nomes como Huawei e ZTE, além da Hytera Communications Corporation, Hangzhou Hikvision Digital Technology Company e Dahua Technology Company. Essas empresas foram designadas pelo governo norte-americano como de alto risco, devido a preocupações com espionagem e segurança de dados, supostamente ligadas ao governo chinês.

A presidente da FCC, Jessica Rosenworcel, enfatizou que esta é a primeira vez que a comissão implementa uma proibição tão abrangente. Segundo Rosenworcel, a medida representa um passo significativo para a proteção da rede de comunicações do país, evitando que equipamentos inseguros sejam utilizados no território e possam comprometer a privacidade dos cidadãos e a segurança nacional.

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A decisão da FCC é amplamente interpretada como mais uma etapa na crescente tensão tecnológica e geopolítica entre os Estados Unidos e a China. A estratégia americana tem sido de isolar tecnologicamente as empresas chinesas consideradas de risco, buscando diminuir a dependência de sua tecnologia e conter o avanço chinês em setores estratégicos como o 5G e inteligência artificial.

Analistas de mercado preveem que a proibição terá um impacto considerável nas operações das empresas chinesas visadas, que agora enfrentarão um obstáculo ainda maior para sua expansão no lucrativo mercado americano. Ao mesmo tempo, a medida pode impulsionar o desenvolvimento e a adoção de tecnologias de empresas de outras nacionalidades que não фигуrem na lista de restrições da FCC.

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Fonte: Poder360

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