Ex-deputado dos EUA é condenado por lobby para a Venezuela


David Rivera (Partido Republicano) fez campanha de US$ 50 milhões sem registro para aproximação com o governo de Maduro
--> copiar link --> Rivera criou um grupo de mensagens criptografadas que usava nomes de código para os envolvidos: Nicolás Maduro era chamado de "motorista do ônibus" Divulgação/Congresso dos EUA PODER360 3.out.2026 (sábado) - 10h31 Priorize o Poder no Google O ex-deputado norte-americano David Rivera (Partido Republicano), 61 anos, foi condenado na 6ª feira (2.out.2026) a 10 anos de prisão nos Estados Unidos. O político foi considerado culpado por atuar de forma secreta como agente estrangeiro e por conspiração para lavagem de dinheiro em favor do governo da Venezuela.
Rivera firmou em 2017 um contrato de consultoria de US$ 50 milhões com a PDV USA , subsidiária norte-americana da estatal petrolífera venezuelana PDVSA . A contratação tinha como objetivo aproximar a gestão do ex-presidente Nicolás Maduro do governo do presidente Donald Trump (Partido Rpublicano) durante seu primeiro mandato, além de tentar suavizar sanções econômicas aplicadas a Caracas.
Segundo as investigações da Justiça dos EUA, Rivera omitiu o registro do contrato exigido pela lei do país para representantes de governos estrangeiros (FARA, na sigla em inglês). Ele temia que a revelação do trabalho para o regime venezuelano prejudicasse sua reputação política de anticomunista na Flórida.
Para ocultar as negociações, o ex-congressista criou um grupo de mensagens criptografadas com o empresário de mídia venezuelano Raúl Gorrín . O grupo usava nomes de código para os envolvidos: Maduro era chamado de “motorista do ônibus” , o congressista Pete Sessions (Partido Republicano) de “Sombrero” , a atual presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, de “A Dama de Vermelho” , e o atual secretário de Estado, Marco Rubio (Partido Republicano), de “Miss Clairol” .
Os promotores federais afirmaram que parte dos recursos recebidos por Rivera foi desviada por meio de contratos fraudulentos. Cerca de US$ 3,75 milhões foram transferidos para uma empresa responsável pela manutenção do iate de luxo de Gorrín.
Durante o julgamento, a defesa de Rivera declarou que o contrato visava a atrair a petrolífera ExxonMobil de volta à Venezuela, atividade que estaria isenta do registro de agente estrangeiro, e anunciou que recorrerá da decisão. O ex-deputado também solicitou indulto presidencial e responde a outro processo na Justiça federal em Washington relativo a atividades de lobby.
Fonte: Poder360
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