Facções criminosas promovem 'Feirão de Fuzis' em grupos de WhatsApp
CV e TCP utilizam a plataforma para comercializar armas de alto calibre, drogas e veículos roubados no Rio de Janeiro, com promessas de 'garantia e preço top'.

As principais facções criminosas do Rio de Janeiro, Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP), estão utilizando grupos de WhatsApp para organizar verdadeiros 'feirões' de fuzis. A prática expõe a audácia dos criminosos, que promovem a venda de armamentos pesados, drogas e veículos roubados com a mesma facilidade de um comércio legítimo, garantindo até mesmo a qualidade dos produtos.
Capturas de tela obtidas revelam o modus operandi dessas quadrilhas. Anúncios detalhados, com fotos dos armamentos e promessas como 'preço top' e 'garantia', são veiculados nos grupos. A estratégia visa atrair compradores em potencial e expandir a rede de distribuição de materiais ilícitos, transformando a plataforma de mensagens em um mercado clandestino de alta periculosidade.
Entre os itens ofertados, destacam-se fuzis de diversos calibres, com preços que variam conforme o modelo e a condição da arma. Além das armas de fogo, o comércio ilegal se estende a grandes quantidades de entorpecentes, como cocaína e maconha, e veículos provenientes de roubos e furtos na região metropolitana do Rio.
A atuação das facções nesses grupos de WhatsApp representa um desafio significativo para as forças de segurança. A dificuldade em monitorar e infiltrar-se nessas redes fechadas permite que os criminosos operem com relativa impunidade, organizando transações e consolidando seu poderio bélico e financeiro.
Autoridades policiais têm intensificado as operações de inteligência para desarticular esses esquemas. No entanto, a agilidade com que os grupos são criados e desfeitos, aliada à criptografia das mensagens, torna a tarefa complexa e exige estratégias inovadoras para combater essa modalidade de crime organizado.
Fonte: Metrópoles - DF
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